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Justiça apura ligação de mais de 20 postos com o PCC e divulga endereços suspeitos

Operação revela que o PCC movimentou R$ 52 bilhões em 19 postos de combustíveis entre 2020 e 2024, ligando a facção a fraudes e lavagem de dinheiro

Auto Posto Texas localizado na Avenida da Amizade, 1661, Vila Carlota, Sumaré (Foto: Reprodução)
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  • Novas decisões judiciais em São Paulo identificaram 19 postos de combustíveis ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na operação Carbono Oculto.
  • A investigação revelou movimentações de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, relacionadas a lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis.
  • Os postos, localizados principalmente em São Paulo e Goiás, foram utilizados pelo PCC para ocultar recursos de atividades ilícitas.
  • A Receita Federal informou que a facção atuou em mais de mil postos em dez estados, sonegando R$ 8,67 bilhões em tributos.
  • A operação continua em andamento, desvendando a complexidade da infiltração do PCC no setor de combustíveis.

Ao menos 19 postos de combustíveis foram identificados em decisões judiciais de São Paulo como parte da operação Carbono Oculto, a maior investigação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação revela a infiltração da facção no setor, com movimentações de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, ligadas a atividades de lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis.

Os postos, localizados principalmente em São Paulo e Goiás, foram usados pelo PCC para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas. A Receita Federal aponta que a facção atuou em mais de mil postos em dez estados, utilizando uma rede complexa que vai desde empresas formuladoras até a revenda em postos e lojas de conveniência. Entre 2020 e 2024, companhias ligadas ao PCC importaram R$ 10 bilhões em combustíveis, sonegando R$ 8,67 bilhões em tributos.

Postos e Envolvidos

Na capital paulista, três postos estão diretamente vinculados a Mohamad Hussein Mourad, figura central na infiltração do PCC. O Auto Posto Azul do Mar, na zona leste, é registrado em nome de Tharek Majide Bannout, mas atribuído a Renan Cepeda Gonçalves, descrito como peça-chave da organização. O Auto Posto Bixiga, no centro, foi mencionado como destino de metanol para adulteração. Outros postos, como o Auto Posto S3 Juntas e o Auto Posto S-10, também estão sob investigação por ligações com o PCC.

Na Grande São Paulo, dois postos em Guarulhos e um em Arujá estão entre os negócios atribuídos a Renan Cepeda Gonçalves. Em Praia Grande, o Auto Posto Boulevar XV é controlado por indivíduos investigados por fraudes. No interior, o Auto Posto Conceição, em Campinas, e o Auto Posto Elite, em Piracicaba, também estão na lista de investigados.

Estrutura Financeira

Os valores arrecadados no setor de combustíveis eram canalizados por meio de fintechs, que atuavam como um “banco paralelo” do PCC, movimentando R$ 46 bilhões entre 2020 e 2024. Essas instituições controlavam depósitos em espécie, totalizando mais de R$ 61 milhões entre 2022 e 2023, um padrão incomum para o setor. O dinheiro era reinvestido em negócios e propriedades através de fundos de investimento, com um patrimônio gerido pela organização estimado em R$ 30 bilhões.

As investigações continuam, revelando a profundidade da infiltração do PCC no setor de combustíveis e a complexidade das operações de lavagem de dinheiro que envolvem uma rede extensa de postos e empresas.

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