- O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrenta um escândalo de corrupção envolvendo sua irmã, Karina Milei, e áudios que sugerem um esquema de subornos.
- Milei acusou jornalistas de espionagem e de tentar desviar a atenção de questões mais importantes para sua administração.
- Ele afirmou que a divulgação de gravações é uma tentativa de desestabilização política, mencionando dois áudios que citam sua irmã e o deputado Martín Menem.
- O escândalo começou em agosto, com áudios que revelaram supostos subornos na compra de medicamentos.
- A ministra de Segurança, Patricia Bullrich, anunciou que o governo está preparado para ampliar as denúncias sobre a filtragem de conversas gravadas na Casa Rosada.
O presidente da Argentina, Javier Milei, enfrenta um crescente escândalo de corrupção que envolve sua irmã, Karina Milei, e a divulgação de áudios que sugerem um esquema de subornos. Em resposta, o presidente acusou jornalistas de espionagem, afirmando que eles estão tentando desviar a atenção de questões mais relevantes para sua administração.
Em um post nas redes sociais, Milei declarou que há “espiões que se disfarçam de jornalistas” e que a divulgação de gravações é parte de uma tentativa deliberada de desestabilização política. Ele se referiu a dois áudios que mencionam sua irmã e o deputado Martín Menem, que também defendeu a administração, alegando que a divulgação das gravações é uma manobra para prejudicar o governo em um momento crítico, com as eleições se aproximando.
O primeiro áudio, divulgado na sexta-feira, e um segundo, que surgiu recentemente, supostamente mostram Karina mencionando Menem e sua influência dentro do Congresso. O deputado Menem afirmou que a gravação foi feita ilegalmente e que a divulgação de conversas privadas é uma tentativa de desestabilização no contexto eleitoral. Ele ressaltou que Karina participa ativamente da condução política do governo.
O escândalo começou em agosto, quando áudios atribuídos ao ex-chefe da Agência Nacional de Deficiência, Diego Spagnuolo, revelaram supostos subornos relacionados à compra de medicamentos. A ministra de Segurança, Patricia Bullrich, anunciou que o governo está preparado para ampliar as denúncias sobre a filtragem de conversas gravadas na Casa Rosada.
Milei intensificou seus ataques à imprensa, alegando que jornalistas estão ligados a serviços secretos de países como Rússia e Venezuela. Ele prometeu processar os responsáveis pela divulgação dos áudios, enquanto tenta manter sua narrativa de que é alvo de um complô orquestrado pelo kirchnerismo. A situação se torna ainda mais tensa à medida que as eleições se aproximam, colocando à prova a administração de Milei e seu partido, La Libertad Avanza.
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