- A ministra da Segurança Nacional da Argentina, Patricia Bullrich, foi denunciada por abuso de autoridade.
- A denúncia ocorreu após Bullrich solicitar buscas a jornalistas e estúdios que divulgaram gravações envolvendo Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei.
- A ação acontece em meio a uma investigação sobre áudios que supostamente revelam subornos na Agência Nacional de Deficiência.
- O governo alega que as gravações foram obtidas ilegalmente e representam uma operação de inteligência para desestabilizar a administração.
- O advogado Gregorio Dalbón criticou a ação da ministra, afirmando que ela ataca a liberdade de expressão e a democracia.
A ministra da Segurança Nacional da Argentina, Patricia Bullrich, foi denunciada por abuso de autoridade após solicitar buscas a jornalistas e estúdios envolvidos na divulgação de gravações que envolvem sua colega, Karina Milei, irmã do presidente Javier Milei. A denúncia foi feita nesta terça-feira, 24 de outubro, pelo advogado Gregorio Dalbón, assessor jurídico de Cristina Kirchner.
A ação de Bullrich surge em meio a uma investigação sobre áudios que supostamente revelam subornos na Agência Nacional de Deficiência. O governo alega que as gravações foram obtidas de forma ilegal e que representam uma “operação de inteligência” para desestabilizar a administração em um momento crítico, já que o país se aproxima das eleições.
O governo apresentou uma queixa criminal, solicitando a proibição da divulgação de novos áudios e a invasão dos domicílios dos jornalistas Jorge Rial e Mauro Federico, além do canal de streaming Carnaval, que foi o primeiro a divulgar os áudios. Bullrich argumenta que as gravações foram manipuladas e divulgadas com o intuito de condicionar o Executivo.
Dalbón, por sua vez, criticou a ação da ministra, afirmando que se trata de um ataque à liberdade de expressão e à democracia. Ele destacou que a repressão a jornalistas é uma prática recorrente de Bullrich, que agora enfrenta uma batalha legal por suas ações. A Justiça argentina já ordenou a suspensão da divulgação dos áudios, enquanto o governo continua a investigar as circunstâncias em que foram gravados.
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