- O julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta terça-feira, dois de setembro.
- Entre os réus estão Jair Bolsonaro e militares de alta patente, acusados de envolvimento em um plano golpista.
- O ministro Alexandre de Moraes afirmou que réus com dúvidas razoáveis sobre culpabilidade podem ser absolvidos, o que trouxe esperança para defesas de réus menos centrais.
- Moraes destacou que a Corte não se submeterá a pressões e que a justiça será aplicada de forma equitativa.
- Os principais acusados, como Bolsonaro e o general da reserva Walter Braga Netto, têm poucas chances de absolvição.
O julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) teve início nesta terça-feira (2) e envolve figuras como Jair Bolsonaro e militares de alta patente. Eles são acusados de participar de um plano golpista. Durante a abertura, o ministro Alexandre de Moraes trouxe uma mensagem que gerou esperança nas defesas de alguns réus.
Moraes afirmou que a Corte não se submeterá a pressões e que, se houver “qualquer dúvida razoável sobre a culpabilidade dos réus, eles serão absolvidos”. Essa declaração foi interpretada como um “suspiro de esperança” para os advogados de réus menos centrais, que acreditam que a absolvição de alguns poderia aliviar a pressão sobre o STF.
As defesas argumentam que a absolvição de réus com provas menos robustas poderia permitir uma análise mais isenta do caso pela opinião pública. No entanto, é amplamente aceito que não há chances de absolvição para os principais envolvidos, como Bolsonaro e o general da reserva Walter Braga Netto.
Além de Braga Netto, outros generais da reserva, como Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, assim como o almirante Almir Garnier Santos, também estão no chamado “núcleo crucial” do julgamento. Apenas Paulo Sérgio compareceu presencialmente à sessão. A expectativa é que o STF mantenha sua imparcialidade, conforme enfatizou Moraes, que reiterou o compromisso da Corte em aplicar a justiça de forma equitativa.
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