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Moraes inicia julgamento de Bolsonaro e réus por tentativa de golpe no país

Julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe de Estado começa no STF, com veredicto previsto para 12 de setembro

Ministro do STF Alexandre de Moraes participa de sessão da Primeira Turma (Foto: Reprodução)
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  • O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado começou no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2 de setembro.
  • O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, destacou a gravidade das acusações e a defesa da democracia.
  • As acusações incluem organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e dano qualificado, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que Bolsonaro foi o principal articulador da trama golpista.
  • O julgamento ocorrerá em oito sessões, com a conclusão prevista para 12 de setembro.

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado teve início no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 2 de setembro. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, destacou a gravidade das acusações e a importância da defesa da democracia. O veredicto está previsto para ser anunciado em 12 de setembro.

Durante a sessão, Moraes enfatizou que a impunidade e a omissão não são opções para a pacificação do país. Ele classificou as ações do grupo acusado como covardes e traiçoeiras, ressaltando que o STF não se afastará de sua missão constitucional. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou as acusações, afirmando que Bolsonaro foi o principal articulador da trama golpista.

Os réus enfrentam acusações de organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e dano qualificado, com penas que podem somar até 43 anos de prisão. A Procuradoria considera que a delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, é crucial para o caso, embora a defesa busque anular o acordo.

O julgamento ocorrerá em oito sessões, com a leitura do relatório e as sustentações orais das partes. Moraes abrirá a votação, seguido pelos demais ministros da Primeira Turma. O processo é um marco na história brasileira, pois pode levar à responsabilização de militares envolvidos na tentativa de desestabilização da democracia. A celeridade do julgamento é uma estratégia do STF para evitar que o caso se prolongue até as eleições de 2026.

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