- Álvaro Leyva Durán, ex-canciller do governo de Gustavo Petro, foi destituído e inabilitado por dez anos pela Procuradoria Geral da Nação.
- A decisão foi confirmada em segunda instância e se baseia em irregularidades em uma licitação de passaportes.
- Leyva declarou deserta a licitação, o que foi considerado uma falta gravíssima, desrespeitando princípios de transparência.
- Sua relação com Petro se deteriorou, culminando em acusações de conspiração contra o presidente.
- Com a destituição, Leyva não poderá ocupar cargos públicos ou de eleição popular, podendo recorrer judicialmente.
Álvaro Leyva Durán, ex-canciller do governo de Gustavo Petro, foi destituído e inabilitado por 10 anos pela Procuradoria Geral da Nação. A decisão, confirmada em segunda instância, se deve a irregularidades em uma licitação de passaportes durante sua gestão no Ministério das Relações Exteriores. A investigação apontou que Leyva cometeu uma falta gravíssima ao declarar deserta a licitação, desrespeitando princípios de transparência e responsabilidade.
A carreira política de Leyva, que começou em 1970 como secretário privado do presidente Misael Pastrana, inclui passagens por diversos cargos, como senador e negociador de paz. Sua gestão como canciller foi marcada por tentativas de restabelecer relações diplomáticas com países como Venezuela e Cuba, além de promover a política de “paz total” de Petro. No entanto, sua administração enfrentou críticas por priorizar negociações com grupos armados em detrimento de outros interesses diplomáticos.
A relação entre Leyva e Petro deteriorou-se ao longo do tempo, especialmente após um confronto público com a diretora da Agência Nacional de Defesa Jurídica do Estado, Martha Lucía Zamora. O ex-canciller, que inicialmente contava com o apoio do presidente, tornou-se um opositor feroz, acusando Petro de problemas pessoais que afetariam sua capacidade de governar. Em resposta, o presidente desmentiu as alegações e acusou Leyva de conspirar contra seu governo.
Com a destituição, Leyva não poderá ocupar cargos públicos ou de eleição popular. O único recurso disponível é uma ação judicial, que pode levar anos para ser decidida. A situação de Leyva reflete as tensões políticas em um governo que já enfrenta desafios significativos em sua agenda de reformas e na busca por estabilidade interna.
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