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Trump propõe deslocar todos os habitantes de Gaza em novo plano para a região

EUA propõem plano de $100 bilhões para transformar Gaza em centro turístico, com deslocamento temporário da população local

Funeral de palestinos mortos no ataque ao hospital Al-Shifa em Gaza, em 31 de agosto (Foto: Reprodução)
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  • A situação em Gaza se agrava, com milhares de mortes e uma crise humanitária severa.
  • Um novo plano dos Estados Unidos propõe a administração fiduciária da região, com deslocamento temporário da população.
  • O projeto, chamado Fundo para a Transformação, Aceleração Econômica e Reconstrução de Gaza (GREAT), prevê um investimento de 100 bilhões de dólares.
  • Os dois milhões de habitantes palestinos poderão ser realocados, recebendo um pagamento de 5.000 dólares e subsídios para um ano de alimentos e quatro anos de aluguel.
  • O plano foi discutido em uma reunião na Casa Branca, com a presença de figuras como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o ex-enviado de Trump, Jared Kushner.

A situação em Gaza continua a se agravar, com milhares de mortes e uma crise humanitária severa. Em meio a esse cenário, um novo plano dos Estados Unidos propõe a administração fiduciária da região, com o deslocamento temporário da população e um investimento de 100 bilhões de dólares para transformar Gaza em um centro tecnológico e turístico.

O projeto, denominado Fundo para a Transformação, Aceleração Econômica e Reconstrução de Gaza (GREAT), sugere que os dois milhões de habitantes palestinos deixem a área “voluntariamente” ou sejam realocados para zonas específicas durante a reconstrução. A proposta visa criar uma “Riviera de Oriente Próximo”, conforme sugerido anteriormente por Donald Trump, e prevê que as investimentos quadruplicarão em uma década.

O plano, que se estende por 38 páginas, estipula que a administração dos EUA duraria pelo menos dez anos. Durante esse período, a população gazatiana seria deslocada, recebendo um certificado digital em troca da cessão dos direitos de exploração de suas terras. Esse certificado poderia ser utilizado para financiar uma nova vida em outro local ou garantir um apartamento em uma das “cidades inteligentes” planejadas.

Os palestinos que optarem por deixar Gaza receberiam um pagamento de 5.000 dólares e subsídios para cobrir um ano de alimentos e quatro anos de aluguel. O GREAT estima que essa estratégia economizaria 23.000 dólares por cada palestino que se deslocar, em comparação com os custos de manutenção nas áreas restritas.

A filtragem do plano ocorre após a negativa do Departamento de Estado dos EUA em conceder vistos a autoridades palestinas para a Assembleia Geral da ONU. Além disso, uma reunião sobre a estratégia para Gaza foi realizada na Casa Branca, com a presença de figuras como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e o ex-enviado de Trump, Jared Kushner. O conteúdo discutido não foi revelado, mas fontes indicam que o plano é abrangente e busca implementar as ideias de Trump para a região.

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