- Um adolescente foi condenado a seis meses de serviço comunitário pela 1ª Vara de Justiça da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo.
- Ele foi acusado de perseguir e ameaçar sua ex-namorada, o que levou a jovem a mudar de escola.
- As investigações mostraram que o jovem usou redes sociais para ameaçar a vítima e seus familiares, criando perfis falsos e divulgando informações íntimas.
- A Justiça considerou suas ações como atos infracionais graves que afetaram a liberdade e a paz da vítima e de sua família.
- Apesar da defesa contestar as alegações, a decisão se baseou em provas como boletins de ocorrência e capturas de tela.
Um adolescente foi condenado a seis meses de serviço comunitário pela 1ª Vara de Justiça da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo, após ser acusado de perseguir e ameaçar sua ex-namorada. O caso, que ganhou notoriedade em julho do ano passado, resultou na mudança de escola da jovem devido ao assédio constante.
As investigações revelaram que o jovem não apenas ameaçou a vítima, mas também seus familiares, utilizando redes sociais para expor detalhes íntimos e criar perfis falsos. Desde o término do relacionamento, em outubro de 2023, a adolescente enfrentou uma série de ataques, incluindo a criação de 12 perfis falsos que disseminavam informações prejudiciais sobre ela.
A situação se agravou com ameaças diretas a seus parentes, que receberam mensagens de números desconhecidos mencionando seus CPFs e endereços. A jovem, temendo por sua segurança, adotou medidas como evitar andar sozinha e solicitar que amigos não publicassem fotos dela nas redes sociais. Apesar de o ex-namorado não a contatar desde setembro do ano passado, os danos emocionais causados foram considerados graves pela Justiça.
A decisão judicial reconheceu que as ações do adolescente constituíram atos infracionais que afetaram a liberdade e a paz da vítima e de sua família. A defesa do jovem contestou as alegações, mas a Justiça se baseou em provas como boletins de ocorrência e capturas de tela que corroboraram as denúncias. O caso destaca a crescente preocupação com a violência contra mulheres no Brasil, evidenciada por uma pesquisa que aponta que 37,5% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência nos últimos 12 meses.
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