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Advogados argumentam ao STF que crimes não têm autores identificados

Defesas de Jair Bolsonaro e generais negam participação em golpe, mas reconhecem a existência do plano para desestabilizar a democracia

Advogados realizam sustentações orais na Primeira Turma do STF durante julgamento sobre a trama golpista (Foto: Reprodução)
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  • As defesas de Jair Bolsonaro e outros réus no Supremo Tribunal Federal (STF) afirmaram que seus clientes não participaram do planejamento de um golpe de Estado no Brasil, embora reconheçam a existência do plano.
  • Os advogados argumentaram que não há provas concretas contra seus clientes.
  • O advogado Celso Vilardi, defensor de Bolsonaro, destacou que o ex-presidente não está vinculado ao plano Punhal Verde e Amarelo nem às invasões de 8 de janeiro.
  • Defensores de figuras militares apresentaram argumentos semelhantes, afirmando que não há evidências que incriminem seus clientes.
  • A pergunta que persiste é: se os réus não foram os responsáveis, quem tramou o golpe?

As defesas de Jair Bolsonaro e outros réus no Supremo Tribunal Federal (STF) afirmaram que seus clientes não participaram do planejamento de um golpe de Estado no Brasil, apesar de reconhecerem a existência do plano. Durante as sustentações orais, os advogados argumentaram que não há provas concretas contra seus clientes.

O advogado Celso Vilardi, que defende Bolsonaro, destacou que o ex-presidente não tem “absolutamente nada a ver” com o chamado plano Punhal Verde e Amarelo, nem com as invasões de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes. Ele enfatizou que a existência do plano para assassinar autoridades foi comprovada, mas não vincula Bolsonaro a ele.

Defesa dos Generais

Os defensores de figuras militares também apresentaram argumentos semelhantes. O advogado do general Paulo Sérgio Nogueira afirmou que, em julho de 2022, o então ministro da Defesa enfrentava dificuldades naturais para se impor, o que afastaria a possibilidade de sua participação em um plano para romper a democracia.

Matheus Milanez, defensor do general Augusto Heleno, negou que seu cliente tivesse conhecimento da chamada Abin paralela, que envolvia espionagem ilegal de autoridades. Ele argumentou que a Abin não era subordinada ao Gabinete de Segurança Institucional, que era chefiado por Heleno.

Questões em Aberto

José Luís de Oliveira Lima, advogado do general Walter Braga Netto, também defendeu seu cliente, afirmando que não há provas que o incriminem. Ele ressaltou que Braga Netto não participou de qualquer ato que visasse a ruptura do Estado Democrático de Direito. Com o encerramento das sustentações orais, a pergunta que persiste é: se os réus não foram os responsáveis, quem, então, tramou o golpe?

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