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Alcolumbre propõe alternativa à anistia e exclui perdão a Bolsonaro

Davi Alcolumbre propõe "anistia alternativa" para manifestantes de 8 de janeiro, excluindo líderes do golpe e sem votação imediata

Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado Federal, em evento oficial (Foto: Reprodução)
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  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou um projeto de “anistia alternativa” para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro.
  • A proposta visa reduzir penas para manifestantes com menor envolvimento, excluindo Jair Bolsonaro e outros líderes do golpe.
  • Alcolumbre afirmou que não apoiará anistia ampla e pretende beneficiar apenas aqueles que atuaram como “massa de manobra”.
  • O projeto busca alterar a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, permitindo penas mais brandas e progressão para regimes de cumprimento de pena mais leves.
  • A pressão por uma anistia ampla continua no Congresso, mas a proposta de Alcolumbre se distancia dessa abordagem, buscando um meio-termo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta terça-feira, 2, a intenção de apresentar um projeto de “anistia alternativa” para os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. A proposta visa reduzir penas para manifestantes com menor envolvimento, excluindo figuras como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros líderes do golpe.

Alcolumbre declarou que não apoiará propostas de anistia ampla, afirmando: “Eu vou votar o texto alternativo. É isso que eu quero votar no Senado.” O projeto, que será elaborado pelo próprio senador, pretende beneficiar apenas aqueles que atuaram como “massa de manobra”, sem participação no planejamento ou financiamento dos atos. A ideia é substituir as condenações por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito por um novo tipo penal com punições mais brandas.

Detalhes da Proposta

A proposta de Alcolumbre busca alterar a Lei de Defesa do Estado Democrático de Direito, sancionada em 2021. O novo texto pode permitir que condenados por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro progridam para regimes de cumprimento de pena mais leves, como o semiaberto. Além disso, a proposta pretende unificar as penas para os crimes de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de Direito, resultando em uma única condenação.

A pressão por uma anistia ampla, apoiada por aliados de Bolsonaro e partidos do centrão, continua a crescer no Congresso. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é um dos defensores dessa abordagem. No entanto, a proposta de Alcolumbre se distancia dessa narrativa, buscando um meio-termo que não beneficie diretamente o ex-presidente.

Contexto Político

O cenário político permanece tenso, com o julgamento de Bolsonaro e militares de alta patente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em andamento. A proposta de Alcolumbre pode ser vista como uma tentativa de mediar as divisões no Congresso, enquanto a pressão por uma anistia irrestrita continua a polarizar as discussões. O futuro da proposta ainda é incerto, com Alcolumbre buscando apoio entre líderes partidários antes de levar o texto ao plenário.

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