- Jair Bolsonaro é julgado no Tribunal Supremo por liderar um golpe de Estado após perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva.
- O processo envolve outros sete colaboradores e deve ser concluído antes das eleições de 2026.
- Durante a defesa, os advogados de Bolsonaro citaram o caso Dreyfus, afirmando que não há provas concretas contra ele.
- Bolsonaro não comparecerá às próximas sessões, acompanhando o julgamento de casa, onde está em prisão domiciliar.
- O ex-presidente é acusado de cinco crimes, incluindo golpe de Estado e danos ao patrimônio, com a participação de militares na tentativa de mantê-lo no poder.
Jair Bolsonaro enfrenta um julgamento no Tribunal Supremo, acusado de liderar um golpe de Estado após a derrota nas eleições para Luiz Inácio Lula da Silva. O processo envolve outros sete colaboradores e deve ser concluído antes das eleições de 2026.
Durante a defesa, os advogados de Bolsonaro invocaram o caso Dreyfus, argumentando que não há provas concretas contra o ex-presidente. Ele não comparecerá às próximas sessões, optando por acompanhar o julgamento de casa, onde está em prisão domiciliar. A defesa considera o processo uma perseguição política e afirma que o ex-mandatário não atentou contra a democracia.
Os advogados destacaram que a confissão de Mauro Cid, ex-secretário pessoal de Bolsonaro, teve múltiplas versões, o que comprometeria sua credibilidade. Além disso, alegaram que a quantidade de provas, estimada em 70 terabytes, dificultou a análise adequada e o direito à defesa. A defesa também argumentou que as medidas propostas por Bolsonaro aos militares eram constitucionais e que ele não tentou implementá-las.
Contexto do Julgamento
O ex-presidente é julgado por cinco crimes, incluindo golpe de Estado e danos ao patrimônio. Entre os acusados, seis são militares, incluindo três generais e um almirante, que, segundo a acusação, tentaram manter Bolsonaro no poder ilegalmente. A reunião de Bolsonaro com o ministro da Defesa e os chefes das Forças Armadas em dezembro de 2022 é um dos pontos centrais do caso.
O Tribunal Supremo busca acelerar o julgamento para que a decisão seja tomada antes de 2026, ano eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, defendeu que as acusações contra seu pai não devem ser baseadas em “invenções e mentiras”.
Neste domingo, o Brasil celebra o 203º aniversário de sua independência, com desfiles oficiais em Brasília, enquanto apoiadores de Bolsonaro convocaram manifestações em defesa da liberdade de expressão e religiosa. A situação política continua tensa, com a expectativa em torno do veredicto que será transmitido ao vivo.
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