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Brasil e EUA devem dialogar para resolver conflitos, afirma ex-diretor da OMC

Roberto Azevêdo defende Brasil em audiência nos EUA e critica sobretaxas que ameaçam cadeias de suprimentos interconectadas entre os países

Roberto Azevêdo, consultor da CNI, em evento (Foto: Reprodução)
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  • Roberto Azevêdo, consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), defendeu o Brasil em audiência pública nos Estados Unidos, afirmando que as alegações de que o país prejudica os EUA são infundadas.
  • Ele destacou a interconexão das cadeias de suprimentos entre os dois países e os riscos de medidas protecionistas.
  • Azevêdo ressaltou que as tarifas preferenciais do Brasil são consistentes com acordos internacionais, com uma tarifa efetiva de apenas 2,7% para produtos americanos.
  • O diplomata também mencionou que o Brasil aplica rigorosamente suas leis ambientais e de propriedade intelectual, com um tempo médio de concessão de patentes comparável ao dos EUA.
  • Ele concluiu que as empresas americanas são as mais beneficiadas pelas políticas brasileiras, especialmente em direitos de patente.

O consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Roberto Azevêdo, defendeu o Brasil em audiência pública nos Estados Unidos, afirmando que as alegações de que o país prejudica os EUA são “totalmente infundadas”. Azevêdo destacou a importância das cadeias de suprimentos interconectadas entre os dois países e alertou sobre os riscos de medidas protecionistas que poderiam romper essas relações.

Durante sua fala, Azevêdo enfatizou que as comunidades empresariais dos EUA e do Brasil têm um relacionamento forte e mutuamente benéfico. Ele argumentou que a cooperação é essencial para resolver problemas comerciais, em vez de conflitos. O governo americano, por sua vez, impôs uma sobretaxa de 50% sobre algumas exportações brasileiras e está investigando práticas comerciais do Brasil, incluindo questões de propriedade intelectual e ambientais.

Medidas Protecionistas

Azevêdo ressaltou que o Brasil não prejudica a competitividade das empresas americanas, especialmente em áreas como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico. Ele comparou o sistema de pagamento brasileiro, o Pix, ao FedNow dos EUA, destacando que ambos promovem a inclusão financeira e a eficiência no comércio.

O diplomata também mencionou que as tarifas preferenciais do Brasil são consistentes com acordos internacionais, com uma tarifa efetiva de apenas 2,7% para produtos americanos. Ele observou que quase três quartos das mercadorias dos EUA entram no Brasil com isenção de impostos, o que é mais vantajoso do que acordos com outros países.

Compromissos Ambientais e de Propriedade Intelectual

Azevêdo garantiu que o Brasil aplica rigorosamente suas leis anticorrupção e ambientais, sendo reconhecido pela Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ele afirmou que o país tem um sistema robusto de controle sobre a produção florestal e que os esforços para reduzir o desmatamento foram reconhecidos pelo USTR.

Sobre a propriedade intelectual, Azevêdo destacou que o tempo médio para concessão de patentes no Brasil é de 2,9 anos, comparável aos 2,2 anos nos EUA. Ele concluiu que as empresas americanas são as mais beneficiadas pelas políticas brasileiras, especialmente no que diz respeito a direitos de patente.

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