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Cláudio Castro afirma que crime organizado não atua na política brasileira

Governador do Rio de Janeiro descarta infiltração do crime organizado na política após prisão de deputado ligado ao tráfico de drogas

Claudio Castro, governador do Rio de Janeiro, em evento público (Foto: Reprodução)
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  • O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que não acredita na infiltração do crime organizado na política.
  • A declaração foi feita após a prisão do deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, suspeito de vínculos com o Comando Vermelho.
  • Castro destacou que, apesar das investigações, não vê evidências de um “braço” do crime nas instituições políticas.
  • Ele defendeu reformas nas leis eleitorais para evitar a entrada de pessoas ligadas ao crime em cargos públicos.
  • Além de TH Jóias, outras pessoas foram presas, incluindo um assessor e um delegado da Polícia Federal.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou nesta quarta-feira, durante um evento no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que não acredita na infiltração do crime organizado na política. A declaração ocorreu após a prisão do deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, suspeito de vínculos com o Comando Vermelho e de favorecer o tráfico de drogas.

Castro destacou que, apesar das investigações, não vê evidências de um “braço” do crime organizado nas instituições políticas. Ele enfatizou que há uma clara intenção de facções criminosas de se aproximar da política, mas ressaltou que não houve tentativas de obstruir o trabalho policial na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O governador também defendeu a necessidade de reformas nas leis eleitorais para impedir a entrada de indivíduos ligados ao crime em cargos públicos.

As investigações indicam que TH Jóias utilizava seu mandato para facilitar atividades ilícitas, incluindo a compra e venda de drogas e armamentos. Além do deputado, outras pessoas foram presas, como Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, assessor de TH Jóias. Também foram detidos o subsecretário de Defesa do Consumidor, Alessandro Pitombeira Carracena, e o delegado da Polícia Federal, Gustavo Stteel.

Esses desdobramentos ressaltam a complexidade da relação entre crime organizado e política no estado, levantando questões sobre a eficácia das medidas de combate à corrupção e ao tráfico.

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