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Defesa de Bolsonaro argumenta que reuniões foram apenas ‘atos preparatórios’ sem violência

A defesa de Jair Bolsonaro contestou as provas da "Trama Golpista" e pediu a desqualificação das acusações durante o julgamento

Celso Vilardi, advogado de Bolsonaro, participa do segundo dia de julgamento no STF (Foto: Reprodução)
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  • Durante o julgamento da “Trama Golpista” em três de setembro, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro alegou falta de provas que o liguem aos atos golpistas.
  • O advogado Celso Vilardi afirmou que as ações de Bolsonaro foram apenas “atos preparatórios” e não configuram violência.
  • A Polícia Federal já havia identificado Bolsonaro como um dos principais articuladores de uma organização criminosa contra a democracia.
  • A defesa desqualificou a minuta do golpe encontrada no celular do tenente-coronel Mauro Cid, argumentando que as alterações foram feitas por Cid e não por Bolsonaro.
  • A defesa criticou a possibilidade de uma pena superior a 30 anos, afirmando que as condutas de Bolsonaro não se enquadram nos crimes de golpe de Estado ou tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Durante o julgamento da “Trama Golpista”, que ocorreu nesta quarta-feira (3), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro argumentou que não existem provas suficientes para vinculá-lo aos atos golpistas. O advogado Celso Vilardi sustentou que as ações de Bolsonaro foram meros “atos preparatórios” e não configuram violência ou grave ameaça, questionando assim a tipificação dos crimes imputados.

A investigação da Polícia Federal já havia identificado Bolsonaro como um dos principais articuladores de uma organização criminosa que visava a desestabilização da democracia. O relatório da PF afirma que ele tinha “plena consciência e participação ativa” nas ações do grupo. A Procuradoria-Geral da República, em sua denúncia, alegou que o ex-presidente liderou um projeto autoritário que resultou em “atos lesivos” à ordem democrática.

A defesa também desqualificou a minuta do golpe, encontrada no celular do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, que fez um acordo de colaboração premiada. Vilardi argumentou que as alterações na minuta foram feitas por Cid e não por Bolsonaro. Além disso, o advogado Paulo Bueno, que também defendeu o ex-presidente, reiterou que as reuniões entre Bolsonaro e militares para discutir o decreto não podem ser consideradas atos violentos.

A defesa criticou a possibilidade de uma pena superior a 30 anos, reforçando que as condutas de Bolsonaro não se enquadram nos crimes de golpe de Estado ou tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, conforme o Código Penal.

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