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Defesa de Bolsonaro nega envolvimento em plano de assassinato e golpe político

A defesa de Jair Bolsonaro nega vínculos com planos golpistas e questiona a credibilidade do delator Mauro Cid no STF

Advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro participa de sessão no STF (Foto: Reprodução)
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  • A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou suas alegações no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre acusações de tentativa de golpe de Estado.
  • O advogado Celso Vilardi afirmou que não há provas que liguem Bolsonaro a planos golpistas, como o “Punhal Verde e Amarelo”.
  • A defesa questionou a credibilidade do delator Mauro Cid, que trouxe à tona uma minuta golpista.
  • Os advogados argumentaram que Bolsonaro colaborou com a transição de governo e não incitou atos violentos.
  • O julgamento, iniciado em dois de outubro, deve continuar por mais dias, com a defesa buscando a absolvição do ex-presidente.

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou suas alegações no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento sobre as acusações de tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado democrático de Direito. O advogado Celso Vilardi argumentou que não existem provas que vinculem Bolsonaro a planos golpistas, como o “Punhal Verde e Amarelo” ou a “Operação Luneta”. A sustentação oral ocorreu no segundo dia do julgamento, que examina os eventos relacionados ao 8 de janeiro de 2023.

Vilardi destacou que a investigação da Polícia Federal teve início com a apreensão do celular do tenente-coronel Mauro Cid, que trouxe à tona uma minuta golpista. O advogado afirmou que a defesa não recebeu provas concretas que ligassem Bolsonaro aos atos violentos ou à tentativa de golpe, alegando que o ex-presidente foi “tragado” por uma sequência de acontecimentos políticos. Ele também questionou a credibilidade de Cid, afirmando que o delator apresentou múltiplas versões e contradições.

Contestação da Delação

A defesa minimizou a importância da minuta golpista, argumentando que os documentos foram apresentados sem o devido contexto. Vilardi enfatizou que, se Bolsonaro recebeu a minuta, não a tinha antes e que o próprio Cid mencionou a necessidade de “enxugar” o texto. Além disso, os advogados alegaram que o ex-presidente colaborou com a transição de governo e não incitou atos violentos, como sugerido pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Bolsonaro enfrenta cinco acusações, incluindo tentativa de golpe de Estado e associação criminosa. A defesa argumentou que os crimes imputados exigem a presença de violência, que não estaria presente nos atos atribuídos ao ex-presidente. O julgamento, iniciado em 2 de outubro, deve se estender por mais dias, com a expectativa de que a defesa busque a absolvição de Bolsonaro.

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