- O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, é julgado por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
- Durante o julgamento, a defesa de Braga Netto contestou a delação do tenente-coronel Mauro Cid, alegando que suas declarações são falsas e resultantes de coação.
- O advogado de Braga Netto, José Luís Lima, criticou a credibilidade de Cid e questionou a decisão do ministro-relator Alexandre de Moraes de não permitir a acareação entre os dois.
- A defesa de Mauro Cid defendeu a validade da delação, afirmando que já foi aceita pela Corte em várias ocasiões e que há provas de inocência de outros generais.
- O advogado Andrew Fernandes Farias, que representa o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, argumentou que Nogueira não participou do suposto plano de golpe e atuou para dissuadir o ex-presidente Jair Bolsonaro de ações excepcionais.
O general Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil, está sendo julgado por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Durante o julgamento, a defesa de Braga Netto atacou a delação do tenente-coronel Mauro Cid, alegando que suas declarações são mentirosas e resultantes de coação. O advogado José Luís Lima criticou a credibilidade de Cid, afirmando que sua delação não se sustenta e que ele é um “irresponsável”.
A defesa de Cid, por outro lado, defendeu a validade da delação, ressaltando que já foi aceita em diversas ocasiões pela Corte. Lima questionou a decisão do ministro-relator Alexandre de Moraes de não permitir a acareação entre Braga Netto e Cid, o que, segundo ele, cerceou o direito de defesa do general. O advogado também destacou a dificuldade de acesso às provas, mencionando que a Polícia Federal levantou uma quantidade massiva de dados, dificultando a análise.
Defesa de Outros Generais
Além de Braga Netto, a defesa do ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, também foi ouvida. O advogado Andrew Fernandes Farias argumentou que Nogueira é inocente, citando declarações de Cid que o afastam de qualquer participação no suposto plano de golpe. Farias afirmou que Nogueira atuou para dissuadir o ex-presidente Jair Bolsonaro de tomar medidas excepcionais após as eleições.
O advogado ainda destacou que o relatório da comissão do governo sobre o processo eleitoral não indicou vulnerabilidades nas urnas eletrônicas e que os comandantes das Forças Armadas não foram pressionados por Nogueira para aderir ao plano. A instrução do processo, segundo ele, demonstrou de forma clara a inocência de seu cliente.
Entre na conversa da comunidade