- Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa, é acusado de envolvimento em um plano golpista, conforme delação do tenente-coronel Mauro Cid.
- Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa contestou a credibilidade da delação, alegando coação e falta de provas concretas.
- O advogado José Luís Oliveira Lima afirmou que a delação é uma “farsa e mentirosa” e pediu sua anulação.
- A defesa criticou a apresentação de prints de mensagens sem contexto e a quantidade de documentos da Polícia Federal, que totalizam setenta terabytes.
- A acareação entre Braga Netto e Cid foi um ponto crucial, com Cid reafirmando ter recebido dinheiro de Braga Netto, o que a defesa contestou, alegando coerção.
O ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto enfrenta sérias acusações de envolvimento em um plano golpista, conforme revelado durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa, liderada pelo advogado José Luís Oliveira Lima, contestou a credibilidade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, que implicou Braga Netto em supostas entregas de dinheiro.
Durante a sessão, Oliveira Lima argumentou que a delação de Cid é uma “farsa e mentirosa”, solicitando sua anulação. O advogado destacou a falta de provas concretas e criticou a apresentação de prints de mensagens sem contexto, que, segundo ele, não sustentam as acusações. Braga Netto é o único réu do núcleo central da trama que permaneceu preso durante toda a instrução do processo, sob suspeita de tentar interferir na delação de Cid.
Contestação da Delação
A defesa enfatizou que o acordo de colaboração premiada foi feito sem a participação do Ministério Público e que Cid não apresentou elementos que corroborassem suas alegações. Oliveira Lima afirmou que “estamos diante de uma narrativa bem escrita, mas desprovida de provas”. Ele também mencionou que Cid mudou sua versão sobre a entrega de dinheiro, questionando a autenticidade e relevância dos prints apresentados.
O advogado criticou a quantidade de documentos apresentados pela Polícia Federal, que totalizam 70 terabytes, e alegou que a defesa teve dificuldades para acessar as informações necessárias. Oliveira Lima ressaltou que o direito de defesa não pode ser comprometido, especialmente em um caso de grande repercussão.
Acareação e Credibilidade
A acareação entre Braga Netto e Cid, realizada em junho, foi um ponto crucial do julgamento. Cid reafirmou ter recebido dinheiro de Braga Netto, supostamente escondido em uma “caixa de vinho”. A defesa contestou a veracidade dessa delação, alegando que Cid foi coagido pela Polícia Federal para sustentar sua narrativa. Oliveira Lima chamou Cid de “irresponsável” e levantou dúvidas sobre a credibilidade de suas declarações.
O futuro de Braga Netto permanece incerto, com a defesa insistindo em sua inocência e na fragilidade das provas apresentadas. O desdobramento do caso continua a atrair atenção, enquanto o STF analisa as alegações e a validade das provas.
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