- O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) começou na terça-feira, 2 de setembro, e continua a afetar o mercado financeiro.
- Na manhã de quarta-feira, 3 de setembro, o dólar caiu 0,38%, cotado a R$ 5,452, enquanto a Bolsa registrou uma queda de 0,28%, a 139.942 pontos.
- A defesa de Bolsonaro afirma que não há provas de seu envolvimento em crimes relacionados a uma suposta trama golpista.
- O julgamento gera tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com preocupações sobre possíveis retaliações comerciais, especialmente após tarifas de 50% impostas por Donald Trump.
- O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos enviou uma carta a bancos brasileiros questionando a aplicação da Lei Magnitsky, que pode impactar instituições como o Banco do Brasil.
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo STF, iniciado na terça-feira, 2 de setembro, continua a impactar o mercado financeiro. Na manhã desta quarta-feira, 3, o dólar caiu 0,38%, cotado a R$ 5,452, enquanto a Bolsa registrava uma queda de 0,28%, a 139.942 pontos. A defesa de Bolsonaro argumenta que não há evidências de seu envolvimento em crimes relacionados à trama golpista.
O julgamento, que já gerou tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, ocorre em um contexto delicado. O ex-presidente enfrenta acusações de participação em um plano de assassinato e na invasão de 8 de janeiro. A sessão de hoje começou com a defesa do general Augusto Heleno, seguida pela manifestação do advogado de Bolsonaro.
Ministros do STF estão preocupados com possíveis retaliações comerciais dos EUA, especialmente após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros por Donald Trump, que alegou uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro. A expectativa é que uma condenação possa intensificar essas tensões, levando a novas sanções contra o Brasil.
Além disso, bancos brasileiros receberam uma carta do Departamento do Tesouro dos EUA questionando a aplicação da Lei Magnitsky, que pode afetar o Banco do Brasil e outros. João Duarte, especialista em câmbio, destacou que uma condenação de Bolsonaro poderia justificar novas retaliações comerciais, aumentando as incertezas no mercado.
Os investidores também estão atentos a dados econômicos dos EUA, como as encomendas à indústria e o relatório Jolts sobre vagas de trabalho, que serão divulgados ainda hoje. A cautela no mercado global se intensificou após um tribunal americano considerar ilegais as tarifas de Trump, que permanecem em vigor até 14 de outubro.
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