- A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) continua o julgamento sobre a trama golpista relacionada ao governo Bolsonaro.
- O processo investiga tentativas de subverter a democracia e impedir a posse do presidente Lula entre o final de 2022 e o início de 2023.
- A defesa do ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, afirmou que ele não participou de ações golpistas e tentou dissuadir Bolsonaro.
- A defesa de Jair Bolsonaro contestou a validade das provas e negou sua participação em atos golpistas, criticando a delação de Mauro Cid.
- Os advogados de Bolsonaro destacaram que não houve violência ou grave ameaça, e que ele facilitou a transição para o governo Lula.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade ao julgamento da trama golpista, que envolve acusações contra membros do governo Bolsonaro. O processo investiga tentativas de subverter a democracia e impedir a posse do presidente Lula entre o final de 2022 e o início de 2023.
Durante a sessão, a defesa do ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, argumentou que ele não fazia parte de uma organização criminosa e que tentou dissuadir Bolsonaro de ações golpistas. O advogado Andrew Fernandes afirmou que “está mais do que provado que o general Paulo Sérgio é inocente”. A ministra Cármen Lúcia questionou a defesa sobre o que significava “demover” Bolsonaro, ao que Fernandes respondeu que se referia a “qualquer medida de exceção”.
Em contrapartida, a defesa de Jair Bolsonaro, representada pelos advogados Celso Villardi e Paulo Bueno, contestou a validade das provas apresentadas. Eles afirmaram que não há evidências de que Bolsonaro tenha atentado contra a democracia ou participado de planos golpistas. Além disso, criticaram a delação de Mauro Cid, alegando que suas versões eram contraditórias e que a colaboração premiada não deveria ser considerada válida.
A defesa também destacou que a suposta minuta que previa a prisão de autoridades nunca foi encontrada e que documentos no celular de Bolsonaro foram enviados por terceiros. Para eles, as críticas feitas em reuniões ou lives não configuram um golpe de Estado, pois não houve violência ou grave ameaça. Além disso, ressaltaram que Bolsonaro facilitou a transição para o governo Lula, pedindo a caminhoneiros que desbloqueassem estradas.
Entre na conversa da comunidade