- O governo federal liberou R$ 2,2 bilhões em emendas Pix nesta terça-feira, iniciando a liberação de recursos para 2023.
- A previsão é que o total liberado chegue a R$ 7,3 bilhões até o final do ano.
- A liberação ocorre após a suspensão no ano anterior, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs novas regras que exigem planos de trabalho e contas específicas dos municípios.
- Os recursos liberados são para emendas com planos de trabalho já aprovados pelos ministérios competentes, vinculados a objetivos definidos, como a construção de escolas.
- A nova exigência gerou insatisfação entre congressistas, pois auditorias anteriores mostraram que as emendas Pix foram usadas para fortalecer bases eleitorais.
O governo federal anunciou nesta terça-feira a liberação de R$ 2,2 bilhões em emendas Pix, marcando o início da liberação de recursos para 2023. A expectativa é que, até o final do ano, o total liberado chegue a R$ 7,3 bilhões. Essa movimentação ocorre após a suspensão das liberações no ano anterior, quando novas regras foram impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
As novas diretrizes exigem que os municípios apresentem um plano de trabalho detalhado e abram contas específicas para receber os recursos. O ministro da Justiça, Flávio Dino, havia determinado que os pagamentos seriam realizados apenas mediante essas condições, o que causou atrasos significativos na liberação de verbas. Em anos anteriores, os empenhos começavam a ser feitos em maio ou junho, enquanto neste ano, a liberação teve início apenas em setembro.
Os R$ 2,2 bilhões liberados nesta terça-feira correspondem a emendas que já possuem planos de trabalho aprovados pelos ministérios competentes. Agora, a aplicação dos recursos deve estar vinculada a um objetivo previamente definido, como a construção de escolas, que deve ser aprovada pelo ministério correspondente.
Insatisfação entre Congressistas
A dificuldade em destravar os recursos restantes tem gerado insatisfação entre os congressistas. Auditorias anteriores mostraram que as emendas Pix foram utilizadas para fortalecer bases eleitorais, com um impacto significativo nas eleições municipais. Dos 112 municípios que mais receberam esses recursos e onde os prefeitos tentaram a reeleição, 105 foram vitoriosos, resultando em um índice de 93,7%.
A nova exigência de planos de trabalho e contas específicas representa uma mudança significativa na forma como as emendas Pix eram utilizadas, antes sem um controle rigoroso sobre a destinação dos recursos. Essa mudança visa garantir maior transparência e responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.
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