- O advogado Ricardo Freire Vasconcellos, ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, participará de uma audiência do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) em Washington no dia 3 de outubro.
- Ele defenderá sanções contra o Brasil, como parte da investigação comercial da Seção 301, que analisa práticas concorrenciais desleais.
- Vasconcellos apresentará um dossiê com acusações contra ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, sugerindo sanções pessoais e medidas comerciais punitivas.
- O advogado também propõe o envio de militares dos EUA para monitorar as eleições brasileiras de 2026, citando preocupações com a integridade do processo eleitoral.
- O governo brasileiro já enviou uma defesa ao USTR, refutando as alegações de concorrência desleal e considerando as acusações infundadas.
BRASÍLIA – O advogado Ricardo Freire Vasconcellos, associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, participará de uma audiência do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) em Washington, onde defenderá sanções contra o Brasil. A audiência, marcada para 3 de outubro, faz parte da investigação comercial da Seção 301, que apura práticas concorrenciais desleais do Brasil.
Vasconcellos, que representa o Congresso Conservador Brasileiro nos Estados Unidos (CCB-USA), apresentará um dossiê com acusações contra ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, sugerindo sanções pessoais e medidas comerciais punitivas. Ele também propõe que os EUA enviem militares para monitorar as eleições brasileiras de 2026, alegando a necessidade de garantir a integridade do processo eleitoral.
Propostas Controversas
No documento enviado ao USTR, o advogado argumenta que a falta de cédulas de papel e a censura no Brasil constituem práticas discriminatórias que afetam o comércio dos EUA. Vasconcellos sugere que o Brasil não deve ser considerado uma “democracia funcional” até que haja garantias de uma apuração pública e auditável dos votos. Ele pede que o USTR investigue a “interferência sistêmica” nas eleições brasileiras.
Além disso, o advogado propõe um acordo técnico militar entre Brasil e EUA para proteger a integridade das eleições, citando preocupações com o narcotráfico e a coerção local durante a contagem de votos. Vasconcellos afirma que o Exército americano poderia fornecer tecnologia de rastreamento e treinar tropas brasileiras em protocolos de segurança eleitoral.
Reação Brasileira
O governo brasileiro, por sua vez, está acompanhando a audiência e já enviou uma defesa escrita ao USTR, refutando as alegações de concorrência desleal. O governo Lula não reconhece a legitimidade da investigação e considera as acusações infundadas. A audiência contará com a participação de representantes de empresas brasileiras e entidades setoriais, além de grupos americanos interessados nas questões comerciais em pauta.
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