- O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado, começou sem sua presença devido a problemas de saúde.
- O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que Bolsonaro e seus aliados conspiraram para derrubar a democracia no Brasil.
- A segurança foi reforçada em Brasília para evitar protestos de apoiadores do ex-presidente.
- O juiz Alexandre de Moraes fez referências a Donald Trump, chamando as ações de Bolsonaro de “covardes e traiçoeiras”.
- Especialistas acreditam que a maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal deve condená-lo, marcando um momento histórico para o Brasil.
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado, teve início sem sua presença, devido a problemas de saúde. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que Bolsonaro e seus aliados conspiraram para derrubar a democracia no Brasil. A segurança foi intensificada em Brasília, temendo protestos de apoiadores do ex-presidente.
O evento ocorre no mesmo prédio que foi alvo de invasões por bolsonaristas em 8 de janeiro de 2023, uma semana após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. O Washington Post destacou a comparação entre os eventos no Brasil e a invasão do Capitólio nos EUA, em 2021, por apoiadores de Donald Trump. O juiz Alexandre de Moraes, durante a abertura do julgamento, fez referências diretas a Trump, chamando as ações de Bolsonaro de “covardes e traiçoeiras”.
A ausência de Bolsonaro foi noticiada pelo New York Times, que informou que ele sofre de soluços debilitantes, atribuídos a complicações de um ataque a faca em 2018. Especialistas acreditam que a maioria dos juízes do Supremo Tribunal Federal deve condená-lo, considerando o julgamento um marco na história do Brasil, que viveu uma ditadura militar de 1964 a 1985.
O jornal argentino La Nacion enfatizou que este é o primeiro julgamento criminal de altos funcionários por tentativa de golpe no Brasil. A jornalista Eliane Brum, do El País, ressaltou que o foco deve ser também o julgamento dos generais, marcando o fim da impunidade militar no país.
Protestos em apoio a Bolsonaro estão previstos para o dia 7 de setembro, e a segurança em Brasília foi reforçada para evitar novos episódios de violência. O ex-embaixador americano Thomas Shannon alertou que as tentativas de Trump de ajudar Bolsonaro podem ter o efeito oposto, fortalecendo Lula e enfraquecendo o ex-presidente.
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