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Justiça declara inocente sobrinho de Marcola em caso de ligação com PCC no Ceará

Nove acusados de envolvimento com o PCC são absolvidos no Ceará por falta de provas, após investigação da Polícia Federal sobre jogos de azar

Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola, divulga a casa de apostas online Fourbet em suas redes sociais (Foto: Reprodução)
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  • O Tribunal de Justiça do Ceará absolveu nove acusados de envolvimento com organização criminosa e exploração de jogos de azar, incluindo Leonardo Camacho.
  • A decisão foi tomada pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Fortaleza, que considerou as provas do Ministério Público como frágeis.
  • Os absolvidos incluem Francisco Julienio Lima Vasconcelos, Matheus Victor Saboia Moreira, Marcelo Anderson Alves da Silva, Renato Ramos, Paulo Monteiro da Silva, Cintia Chaves Gonçalves, Maria Aldênia de Lima e Geomá Pereira de Almeida.
  • A investigação da Polícia Federal, que resultou na Operação Primma Migratio, identificou movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 300 milhões.
  • O juiz afirmou que não houve evidências que comprovassem um vínculo direto dos réus com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O Tribunal de Justiça do Ceará absolveu nove indivíduos acusados de envolvimento com organização criminosa e exploração de jogos de azar, incluindo Leonardo Camacho, filho de um dos líderes do PCC na região. A decisão foi proferida pela Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Fortaleza, que considerou as provas apresentadas pelo Ministério Público como frágeis e insuficientes.

Entre os absolvidos estão Francisco Julienio Lima Vasconcelos, Matheus Victor Saboia Moreira, Marcelo Anderson Alves da Silva, Renato Ramos, Paulo Monteiro da Silva, Cintia Chaves Gonçalves, Maria Aldênia de Lima e Geomá Pereira de Almeida. A investigação da Polícia Federal, que resultou na Operação Primma Migratio, apontou movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 300 milhões nas contas dos investigados.

A operação visava desmantelar um suposto núcleo do PCC que operava no Ceará, utilizando empresas de apostas como a Loteria Fort e a Fourbet para lavagem de dinheiro. A atenção das autoridades foi despertada após a facção rival, Comando Vermelho, espalhar ameaças contra quem jogasse em casas lotéricas ligadas ao PCC.

O juiz responsável pelo caso destacou que as evidências não demonstraram um vínculo direto dos réus com a organização criminosa. Em sua sentença, afirmou que não houve menção direta ao PCC nas mensagens que motivaram a investigação. O advogado de Leonardo Camacho, Bruno Ferullo, ressaltou que a decisão reafirma a importância do devido processo legal e das garantias fundamentais.

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