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Marruecos impõe pena de dois anos e meio a ativista por lema polêmico

Militante feminista Ibtissam Betty Lachgar é condenada a 30 meses de prisão por blasfêmia em Marrocos, levantando preocupações sobre liberdade de expressão

Ativista marroquina Ibtissam Lachgar, detida por blasfemia, usa camiseta com a inscrição "Alá é lesbiana" (Foto: Reprodução)
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  • Ibtissam Betty Lachgar, militante feminista e LGTBIQ+, foi condenada a 30 meses de prisão e a uma multa de 50.000 dirhams (cerca de 4.700 euros) por blasfêmia em um tribunal de Rabat, Marrocos.
  • A detenção ocorreu após a publicação de uma foto com a frase “Alá é lesbiana”.
  • A defesa argumentou que não houve intenção de ofender o islam e que a imagem fazia parte de um debate sobre a ideologia patriarcal.
  • Lachgar, de 50 anos e com câncer, está em cela de isolamento e necessita de tratamento oncológico contínuo.
  • Organizações de direitos humanos condenaram a decisão e protestos internacionais foram realizados, refletindo preocupações sobre a liberdade de expressão no país.

Ibtissam Betty Lachgar, militante feminista e LGTBIQ+, foi condenada a 30 meses de prisão e a uma multa de 50.000 dirhams (cerca de 4.700 euros) por blasfêmia em um tribunal de Rabat, Marrocos. Detida em agosto após publicar uma foto com uma camiseta que dizia “Alá é lesbiana”, Lachgar, de 50 anos e com câncer, enfrentou um julgamento que levantou questões sobre a liberdade de expressão no país.

Durante o processo, a defesa argumentou que a ativista não tinha a intenção de ofender o islam e que a imagem foi utilizada em um contexto de debate sobre a ideologia patriarcal. O tribunal, no entanto, decidiu pela condenação, alegando que a militante atentou contra a religião islâmica ao disseminar a mensagem por meios eletrônicos.

A situação de saúde de Lachgar é preocupante. Desde sua detenção, ela está em uma cela de isolamento e precisa de tratamento oncológico contínuo, além de uma cirurgia no braço esquerdo. Sua defesa solicitou a liberdade provisória, mas o pedido foi negado, agravando seu estado de saúde. A ativista enfrenta ameaças de morte e violação nas redes sociais, o que intensifica a pressão sobre sua segurança.

Organizações de direitos humanos, como a Associação Marroquina de Direitos Humanos, condenaram a decisão judicial e anunciaram que recorrerão da sentença. O caso gerou protestos internacionais, incluindo manifestações em várias cidades da Espanha, refletindo a crescente preocupação com a repressão à liberdade de expressão em Marrocos. A condenação de Lachgar destaca a tensão entre conservadorismo e a luta por direitos civis em uma sociedade marcada por profundas divisões.

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