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Miliciano preso continua recebendo dinheiro de extorsões de grupo paramilitar

João Jacutinga é preso novamente por porte ilegal de arma em operação que desmantela milícia em Queimados e envolve policial civil

Material apreendido com milicianos em 2024 que auxiliou na identificação de outros paramilitares (Foto: Reprodução)
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  • João Carlos Lustosa da Costa, conhecido como João Jacutinga, foi preso em Queimados, na Baixada Fluminense, por porte ilegal de arma em 12 de dezembro de 2023.
  • Ele já enfrentava outras acusações, incluindo homicídios e extorsões.
  • A Operação Mibius, realizada pela Polícia Civil e pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), resultou na prisão de Jacutinga e mais quatro suspeitos, incluindo um policial civil.
  • O policial, Flavio Cordeiro Candreva, é acusado de fornecer armas à milícia e de tentar obstruir investigações.
  • Jacutinga é apontado como líder de uma milícia que extorquia mototaxistas e comerciantes, e está envolvido em seis processos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sendo quatro relacionados a homicídios.

João Carlos Lustosa da Costa, conhecido como João Jacutinga, foi preso novamente em Queimados, na Baixada Fluminense, por porte ilegal de arma. A prisão ocorreu no dia 12 de dezembro de 2023, e ele já estava detido por outras acusações, incluindo homicídios e extorsões.

A Operação Mibius, realizada pela Polícia Civil em conjunto com o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), resultou na captura de Jacutinga e outros quatro suspeitos, incluindo um policial civil. Este último, Flavio Cordeiro Candreva, é acusado de fornecer armas à milícia e de tentar obstruir investigações.

Jacutinga é apontado como um dos líderes de uma milícia que extorquia mototaxistas e comerciantes na região. Ele é mencionado em seis processos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sendo quatro relacionados a homicídios. Um dos casos mais graves envolve o assassinato do mototaxista Lucas da Silva Bastos, ocorrido em 7 de dezembro de 2023, motivado pela não quitação de taxas exigidas pela milícia.

Investigações revelaram que, mesmo preso, Jacutinga continuava a receber dinheiro de suas atividades ilícitas. Um extrato bancário anexado à investigação mostrou que, em julho de 2024, um membro do grupo transferiu R$ 3 mil para ele. A milícia operava sob a fachada de uma empresa de segurança, cobrando taxas de proteção e, em alguns casos, confiscando motocicletas.

Além de Jacutinga e Candreva, Paulo Alberto de Lima, ex-servidor da Secretaria Municipal de Assistência Social de Queimados, também foi preso. Ele é acusado de usar um veículo do Conselho Tutelar para transportar milicianos. Outras duas pessoas ligadas à milícia estão foragidas.

A Prefeitura de Queimados declarou apoio às investigações e repudiou as ações do ex-servidor, que foi exonerado em julho de 2024. A administração municipal se comprometeu a colaborar com as forças de segurança para combater o crime organizado na cidade.

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