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Ministro israelense defende anexação da Cisjordânia para acabar com Estado palestino

Bezalel Smotrich propõe anexação de 82% da Cisjordânia, desafiando o reconhecimento internacional da Palestina e aumentando tensões regionais

Militares israelenses vigiam corredor na Cisjordânia conhecido como E1, onde há planos para construção de novos assentamentos judaicos (Foto: Reprodução)
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  • O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu a anexação de 82% da Cisjordânia.
  • A proposta visa eliminar a possibilidade de um Estado palestino.
  • A Cisjordânia é ocupada por Israel desde 1967 e abriga cerca de três milhões de palestinos.
  • Smotrich afirmou que a anexação é uma resposta ao crescente reconhecimento internacional da Palestina.
  • A situação gera tensões diplomáticas e pode aumentar os conflitos na região.

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, solicitou nesta quarta-feira a anexação de 82% da Cisjordânia, uma medida que visa eliminar a possibilidade de um Estado palestino. A Cisjordânia, ocupada por Israel desde 1967, abriga cerca de três milhões de palestinos. Smotrich afirmou que a anexação é uma resposta ao crescente reconhecimento internacional da Palestina, que inclui aliados tradicionais de Israel.

Em coletiva de imprensa em Jerusalém, Smotrich declarou que a soberania israelense sobre a Cisjordânia seria uma “medida preventiva” contra o que chamou de “ataque diplomático planejado” contra Israel. Ele, que é um líder da extrema direita e defensor dos colonos, sugeriu que os palestinos continuariam a administrar seus assuntos locais, mas que o território seria considerado parte de Israel.

A proposta de Smotrich ocorre em um contexto de crescente pressão internacional para o reconhecimento de um Estado palestino. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e outros membros do governo israelense se opõem à criação de um Estado palestino, argumentando que isso representaria uma ameaça à segurança de Israel. A construção de assentamentos na Cisjordânia tem sido uma questão controversa, com a comunidade internacional tentando impedir a expansão desses territórios.

A situação permanece tensa, com a possibilidade de novas tensões diplomáticas e conflitos regionais à medida que as propostas de anexação ganham força entre os líderes israelenses.

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