- A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu suas práticas comerciais em audiência em Washington, diante da investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA sobre restrições às exportações americanas.
- A CNA negou acusações de práticas desleais, afirmando que os produtores brasileiros seguem normas rigorosas de conformidade.
- A audiência faz parte da investigação da Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que pode resultar em sanções. Questões como desmatamento e tarifas aplicadas pelo Brasil estão em discussão.
- A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, destacou que 66% do território nacional é coberto por vegetação nativa e que o Brasil importou 17 vezes mais etanol dos EUA do que da Índia em 2024.
- Uma missão empresarial brasileira está em Washington para abrir canais de diálogo e subsidiar o governo na investigação, buscando ampliar as exceções de produtos não tributados nas negociações futuras.
A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu, nesta quarta-feira, suas práticas comerciais durante uma audiência em Washington, onde o Escritório do Representante Comercial dos EUA investiga alegações de restrições injustas às exportações americanas. A CNA refutou as acusações de práticas desleais, afirmando que os produtores brasileiros seguem normas rigorosas de conformidade, garantindo segurança e qualidade.
A audiência se insere na investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que pode resultar em sanções se forem comprovadas irregularidades. Questões como desmatamento, acesso ao etanol americano e tarifas aplicadas pelo Brasil estão em pauta. A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, enfatizou a importância do Código Florestal e a transparência nas práticas agrícolas brasileiras.
Mori destacou que 66% do território nacional é coberto por vegetação nativa, com metade dessa área preservada em propriedades privadas. A CNA também apresentou dados sobre o comércio de etanol, informando que, em 2024, o Brasil importou 17 vezes mais etanol dos EUA do que da Índia. Além disso, apenas 5,5% das exportações brasileiras se beneficiam de tarifas preferenciais, enquanto mais de 90% das importações seguem o princípio da Nação Mais Favorecida.
Diálogo e Comércio Justo
A CNA reafirmou seu compromisso com o diálogo e o comércio justo entre Brasil e EUA. A entidade argumentou que a competitividade do agro brasileiro se baseia em fundamentos legítimos, como recursos naturais e inovação, e não em práticas desleais. Em 2024, o Brasil importou mais de US$ 1,1 bilhão em insumos e tecnologias dos EUA, evidenciando a interdependência econômica entre os países.
Uma missão empresarial brasileira está em Washington, buscando abrir canais de diálogo e subsidiar o governo na investigação do USTR. A comitiva, que inclui a Confederação Nacional da Indústria (CNI), visa ampliar as exceções de produtos não tributados em futuras negociações.
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