- O ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus são acusados de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
- A defesa de Bolsonaro fará sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, três de setembro.
- Os advogados argumentarão que não há provas concretas das acusações e criticarão a delação do tenente-coronel Mauro Cid, considerada mentirosa.
- Durante o julgamento, a defesa afirmará que as conversas entre Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas se limitaram a mecanismos constitucionais.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou evidências que indicam uma articulação golpista, enquanto a defesa refutará a validade da delação de Cid.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus enfrentam acusações de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A defesa de Bolsonaro apresentará sua sustentação oral no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 3 de setembro. Os advogados Celso Vilardi e Paulo Cunha Bueno argumentarão que não existem provas concretas que sustentem as acusações e criticarão a delação do tenente-coronel Mauro Cid, considerada por eles como mentirosa e cheia de omissões.
Durante o julgamento, que será retomado pela Primeira Turma do STF, a defesa insistirá que as discussões entre Bolsonaro e os comandantes das Forças Armadas se limitaram a mecanismos constitucionais, como o estado de defesa, sem que medidas efetivas tenham sido tomadas. Bolsonaro já declarou que as conversas ocorreram após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter “fechado as portas” para sua equipe, e que não havia clima ou oportunidade para ações mais drásticas.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou evidências que, segundo eles, comprovam a articulação golpista. O procurador-geral Paulo Gonet argumentou que a tentativa de golpe não requer uma ordem formal do presidente, destacando documentos que indicam planos de intervenção. A defesa, por sua vez, refutará a validade da delação de Cid, alegando que ele não apresentou provas que incriminem Bolsonaro.
Além de Bolsonaro, outros réus, incluindo ex-ministros e generais, também estão sendo julgados. A expectativa é que a Primeira Turma do STF decida sobre as penas a serem aplicadas, caso haja condenação. O julgamento é um marco, pois pode resultar na primeira condenação de membros das Forças Armadas por atentados à democracia no Brasil.
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