- A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pancadões convocou o funkeiro MC Ryan para depor, com possibilidade de condução coercitiva em caso de ausência.
- A intimação ocorreu na quinta-feira, 4 de setembro de 2025.
- Outros influenciadores, como Gato Preto e Bia Miranda, também foram convocados, mas não compareceram.
- O vereador Rubinho afirmou que a ausência de MC Ryan é um desrespeito à CPI, que possui poderes de investigação.
- A CPI investiga bailes funks clandestinos em São Paulo, em resposta a reclamações de barulho nas periferias, onde os eventos são frequentes.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pancadões, que investiga bailes funks clandestinos em São Paulo, aprovou a intimação do funkeiro MC Ryan para depor. A sessão ocorreu na quinta-feira, 4, e a medida inclui a possibilidade de condução coercitiva caso o artista não compareça. Além de MC Ryan, outros influenciadores, como Gato Preto e Bia Miranda, também foram convocados, mas não compareceram.
O vereador Rubinho destacou que a ausência de MC Ryan representa um desrespeito à CPI, que possui poderes de investigação semelhantes aos das autoridades judiciais. A equipe jurídica do funkeiro não se manifestou até o fechamento da matéria. A CPI, instaurada em maio, surgiu em resposta a crescentes reclamações de barulho nas periferias, onde os bailes são frequentemente realizados.
Reuniões e Conflitos
Durante a mesma sessão, foi aprovado o convite para que o pesquisador Thiago Barbosa Alves de Souza, especialista em música, comparecesse. O vereador Sargento Nantes também solicitou que autoridades e moradores de áreas afetadas pelos pancadões prestassem esclarecimentos. O debate na CPI tem sido acalorado, com embates entre a base e a oposição. Enquanto alguns defendem a cultura do funk, outros argumentam que a população não suporta mais as noites em claro devido ao barulho.
Dados da plataforma SP156 indicam que as reclamações sobre descumprimento da lei do Programa de Silêncio Urbano (Psiu) atingiram níveis históricos. Em 2024, foram registradas 43.923 queixas, o maior número em dez anos. As zonas Leste e Sul concentram 60% das denúncias, refletindo a insatisfação da população com os eventos clandestinos.
Ações da Prefeitura
A prefeitura tem a autoridade de lacrar estabelecimentos que não respeitam a lei do Psiu. Em 2023, foram aplicadas 670 multas por ruído, com valores que variam de R$ 12 mil a R$ 36 mil. A Polícia Militar também tem atuado em eventos não autorizados, recebendo 431.999 chamadas por perturbação do sossego entre 2021 e 2023, resolvendo cerca de 24% dos casos. A CPI continua a investigar as raízes do problema, incluindo o financiamento dos shows clandestinos e a relação com o crime organizado nas periferias.
Entre na conversa da comunidade