- A cidade de Washington, D.C. processou o governo do presidente Donald Trump em quatro de setembro de dois mil e vinte e cinco.
- O processo contesta a mobilização de tropas da Guarda Nacional na capital, considerada inconstitucional.
- O procurador-geral do Distrito de Colúmbia, Brian Schwalb, argumenta que a ação viola a Lei Posse Comitatus, que limita o uso militar na aplicação da lei sem autorização local.
- A cidade busca um mandado judicial para proibir permanentemente o envio das tropas, que foram mobilizadas sem o consentimento da prefeita Muriel Bowser.
- A presença militar, iniciada em onze de agosto, gerou críticas entre os moradores, que se sentem menos seguros.
A cidade de Washington, D.C. processou o governo do presidente Donald Trump nesta quinta-feira, 4 de setembro de 2025, contestando a mobilização de tropas da Guarda Nacional na capital. O procurador-geral do Distrito de Colúmbia, Brian Schwalb, argumenta que a ação é inconstitucional e viola a Lei Posse Comitatus, que limita o uso militar em operações de aplicação da lei sem autorização local.
O processo, apresentado no Tribunal Distrital de D.C., inclui como réus membros da administração de Trump, como o secretário de Defesa e a procuradora-geral. A cidade busca um mandado judicial que proíba permanentemente o envio das tropas, destacando que a decisão foi tomada sem o consentimento da prefeita Muriel Bowser. Schwalb afirma que “nenhuma cidade americana deveria ter soldados patrulhando suas ruas”.
Desde o dia 11 de agosto, Trump assumiu o controle da segurança em Washington, mobilizando cerca de 2.200 soldados da Guarda Nacional, alegando uma emergência de segurança pública devido ao aumento da criminalidade. A presença militar se estende a áreas centrais, incluindo estações de metrô e monumentos, e já gerou críticas entre os moradores, que se sentem menos seguros.
Implicações Legais
Recentemente, um juiz federal bloqueou a mobilização de tropas em Los Angeles, considerando-a ilegal e uma violação da mesma lei que Washington cita em seu processo. A decisão reflete um crescente descontentamento com a intervenção federal nas questões de segurança pública. A porta-voz da Casa Branca, Abigail Jackson, defendeu a ação de Trump, afirmando que ele está dentro de sua autoridade legal para proteger a cidade.
Além de Washington, Trump já manifestou a intenção de enviar tropas para outras cidades, como Chicago e Baltimore, desconsiderando as objeções das autoridades locais. A resistência à presença militar nas ruas reflete um descontentamento crescente com a intervenção federal, que muitos consideram uma ameaça à autonomia da cidade.
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