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Militares réus na trama golpista pedem desligamento e vão para a reserva

Mauro Cid pede transferência para a reserva do Exército em meio a investigações sobre tentativa de golpe de estado e insatisfação na carreira

Tenente-coronel Mauro Cid durante depoimento à CPI do 8 de Janeiro (Foto: Reprodução)
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  • O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu transferência para a reserva do Exército por falta de condições psicológicas.
  • O pedido foi formalizado em agosto e deve ser aceito pelo comandante-geral do Exército, general Tomás Paiva.
  • Cid está envolvido em investigações sobre uma tentativa de golpe de estado, com 24 militares denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
  • Outros 16 militares também solicitaram desligamento, o que a cúpula do Exército vê como uma tentativa de distensionar o ambiente militar.
  • A transferência para a reserva não isenta os oficiais de possíveis punições no Superior Tribunal Militar (STM).

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, solicitou sua transferência para a reserva do Exército, alegando falta de condições psicológicas. O pedido ocorre em meio a investigações sobre uma tentativa de golpe de estado, que resultaram em 24 militares denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além de Cid, 16 militares também pediram desligamento, refletindo um movimento que a cúpula do Exército interpreta como uma tentativa de distensionar o ambiente militar. Todos os outros oficiais já tinham tempo suficiente de serviço para a reserva, enquanto Cid é o único a solicitar a saída pela quota compulsória. Os quatro militares que permanecem na ativa são coronéis das Forças Especiais, que estão envolvidos nas investigações.

O pedido de Cid foi formalizado em agosto e deve ser aceito pelo comandante-geral do Exército, general Tomás Paiva. A cúpula militar vê a saída desses oficiais como uma oportunidade para renovar as fileiras e reduzir a tensão com as alas mais radicais. A transferência para a reserva não isenta os oficiais de possíveis punições no Superior Tribunal Militar (STM).

Cid, que já havia colaborado com as investigações, expressou insatisfação com sua carreira, sentindo que sua delação prejudicou suas chances de promoção. Com a quota compulsória, ele poderá se aposentar antes do tempo habitual, recebendo uma remuneração proporcional ao seu tempo de serviço. A decisão sobre sua aposentadoria deve ser oficializada até março de 2026.

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