- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ainda não decidiu sobre a votação da proposta de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.
- Motta está ouvindo tanto apoiadores quanto críticos da proposta, que voltou a ser central nas discussões políticas.
- O líder do Partido Liberal (PL), Sóstenes Cavalcante, defende uma anistia ampla, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, planeja apresentar um texto alternativo que sugere redução de penas, mas não inclui Bolsonaro.
- A proposta enfrenta resistência no Congresso, com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva se mobilizando contra, alertando sobre riscos de impunidade.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ainda não definiu se colocará em votação a proposta de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Em declarações feitas nesta quinta-feira (4), Motta ressaltou que o tema continua em discussão e que está ouvindo tanto apoiadores quanto críticos da proposta.
A anistia voltou a ser um ponto central nas discussões políticas, especialmente com o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta, que conta com o apoio de parlamentares do Centrão, busca um perdão amplo, incluindo Bolsonaro, conforme defendido pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante. Ele considera “inadmissível” discutir a anistia sem incluir benefícios ao ex-presidente.
Diálogos e Pressões
Motta tem dialogado com aliados de Bolsonaro, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também manifestou interesse em pautar a anistia. O presidente da Câmara afirmou que a conversa com Tarcísio é parte de um esforço para ouvir todos os lados envolvidos. Na noite anterior, Sóstenes participou de um jantar com Tarcísio e outros líderes, onde a anistia foi um dos tópicos discutidos.
A proposta de anistia enfrenta resistência significativa, tanto na Câmara quanto no Senado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, planeja apresentar um texto alternativo que sugere uma redução de penas, mas que não inclui Bolsonaro. Sóstenes criticou essa abordagem, afirmando que a discussão deve focar em uma anistia geral.
Cenário Político
A proposta de anistia já conta com o apoio de quatro partidos da base bolsonarista, totalizando 242 deputados, enquanto são necessários 257 votos para a aprovação. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem se mobilizado contra a proposta, alertando sobre os riscos de impunidade. A expectativa é que o julgamento de Bolsonaro influencie o futuro da anistia, que simboliza uma possível coalizão eleitoral para 2026, mas sem um compromisso formal até o momento.
Entre na conversa da comunidade