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MP-SP acusa ex-assessor de Moraes e 13 pessoas de formação de organização criminosa

Eduardo Tagliaferro e mais 13 pessoas são denunciados por peculato e organização criminosa em esquema de desvio de recursos judiciais

Eduardo Tagliaferro é exibido no telão durante audiência pública interativa da Comissão de Segurança Pública do Senado (Foto: Reprodução)
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  • A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo denunciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, e mais 13 pessoas por peculato e organização criminosa.
  • A denúncia, datada de 8 de agosto, envolve um esquema de desvio de recursos em processos judiciais, incluindo a participação de um juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
  • O grupo é acusado de desviar dinheiro relacionado a heranças não partilhadas e bens de idosos incapazes.
  • O juiz Peter Eckschmiedt, da 2ª Vara Cível de Itapevi, é acusado de bloquear bens com base em ações de cobrança geradas a partir de títulos falsificados.
  • Tagliaferro, que se mudou para a Itália, foi indiciado por violação de sigilo funcional e acusou Moraes de forjar relatórios em audiência no Senado.

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo denunciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro do STF Alexandre de Moraes, e mais 13 pessoas por peculato e organização criminosa. A denúncia, datada de 8 de agosto, envolve um esquema de desvio de recursos em processos judiciais, com a participação de um juiz do TJ-SP.

O grupo, segundo a procuradoria, desviava dinheiro relacionado a heranças não partilhadas e bens de idosos incapazes. O juiz Peter Eckschmiedt, da 2ª Vara Cível de Itapevi, é acusado de determinar bloqueios de bens com base em ações de cobrança geradas a partir de títulos falsificados. A defesa do juiz nega as acusações.

A investigação revelou que Tagliaferro, descrito como “amigo íntimo” de Eckschmiedt, teria orientado o magistrado a apagar provas de seus dispositivos móveis. Um dos suspeitos, no entanto, enviou mensagens à Corregedoria-Geral de Justiça que expuseram o modus operandi da organização criminosa. Em janeiro de 2024, a mudança de juízes nos processos levou o Ministério Público a acionar a Polícia Civil.

Em uma operação realizada em agosto do ano passado, foram encontrados R$ 1,7 milhão na casa de Eckschmiedt. O procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, e o procurador Sérgio Turra Sobrane assinam a denúncia, que tramita em segredo de Justiça.

Tagliaferro, que se mudou para a Itália após ser alvo de investigação da Polícia Federal, foi indiciado por violação de sigilo funcional. Em audiência no Senado, ele acusou Moraes de forjar relatórios para justificar operações contra opositores políticos. A defesa de Eckschmiedt afirmou que o juiz nega as acusações e que se manifestará apenas nos autos do processo.

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