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TCU mantém leilão do túnel Santos-Guarujá após pedido de investigação do BNDES

Ministro do TCU rejeita suspensão do leilão do túnel Santos-Guarujá e pede investigação sobre o BNDES antes do certame

Ministro do TCU, Bruno Dantas, durante evento (Foto: Reprodução)
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  • O leilão do túnel Santos-Guarujá, marcado para esta sexta-feira, não será suspenso.
  • O ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, rejeitou a medida cautelar que pedia a interrupção do certame.
  • A decisão se baseou na falta de evidências concretas de irregularidades por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
  • Dantas solicitou uma investigação sobre a atuação do BNDES, que é acusado de favorecer empresas estrangeiras em detrimento das brasileiras.
  • Apenas duas empresas, a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil, apresentaram propostas, enquanto empreiteiras brasileiras desistiram devido a dificuldades de financiamento.

O leilão do túnel Santos-Guarujá, agendado para esta sexta-feira (5), não será suspenso. O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas, rejeitou uma medida cautelar que pedia a interrupção do certame, após alegações de que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) teria prejudicado empresas brasileiras.

A decisão do ministro foi motivada por um pedido do Ministério Público do TCU, que solicitou uma investigação sobre a atuação do BNDES, alegando que o banco teria favorecido concorrentes estrangeiros ao dificultar o acesso a financiamentos para empresas nacionais. O BNDES, por sua vez, nega ter recebido solicitações de financiamento para a obra, orçada em R$ 6,8 bilhões.

Dantas destacou que as alegações do MPTCU se baseiam em reportagens e não em evidências concretas de irregularidades. Ele afirmou que a capacidade de obter crédito é um risco inerente ao mercado e não deve interferir no processo licitatório. No entanto, o ministro pediu que a atuação do BNDES seja investigada, mesmo sem a caracterização de irregularidades até o momento.

Apenas duas empresas, a espanhola Acciona e a portuguesa Mota-Engil, apresentaram propostas para o leilão. As empreiteiras brasileiras, como Odebrecht e Andrade Gutierrez, desistiram de participar devido a dificuldades em garantir financiamentos e atender às exigências do BNDES.

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