- A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela aumentou com o envio de navios e submarinos americanos para a costa venezuelana, alegando combate ao narcotráfico.
- A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) expressou preocupação com a movimentação militar dos EUA, defendendo a região como uma Zona de Paz.
- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, convocou civis para se alistarem nas Milícias Bolivarianas, com a meta de mobilizar oito milhões de pessoas.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rúbio, criticou Maduro durante visita ao México e ao Equador, desconsiderando relatórios da Organização das Nações Unidas (ONU) que não o vinculam ao narcotráfico.
- O chanceler venezuelano, Yván Gil, rebateu as acusações, afirmando que a Venezuela combate o narcotráfico de forma eficaz.
A tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela se intensificou com o deslocamento de navios e submarinos americanos para a costa venezuelana, sob a alegação de combate ao narcotráfico. A Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) expressou preocupação com essa movimentação militar, enfatizando que a região deve ser uma Zona de Paz.
O comunicado, assinado por países como Brasil, México e Colômbia, ressalta a importância do diálogo e do respeito à soberania. No entanto, Argentina, Equador, Paraguai e Peru não assinaram a nota, evidenciando divisões dentro do bloco. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que essa minoria se opôs à declaração.
As tensões aumentaram após os EUA acusarem o governo de Nicolás Maduro de liderar um cartel narcotraficante. Maduro rejeita as acusações, afirmando que os EUA usam o narcotráfico como pretexto para uma mudança de regime. O Pentágono também acusou a Venezuela de ações provocativas, como sobrevoos de aeronaves militares perto de navios americanos.
Mobilização das Milícias
Em resposta, Maduro convocou civis para se alistarem nas Milícias Bolivarianas, uma força paramilitar auxiliar do Exército. O governo planeja mobilizar 8 milhões de pessoas para essas milícias, com a intenção de fortalecer a defesa nacional. Ele afirmou que as unidades de milícias serão ativadas em todo o país.
Os países que assinaram a nota da Celac destacaram que o combate ao crime organizado deve ocorrer por meio da cooperação regional e do respeito ao Direito Internacional. O documento também menciona o Tratado de Tlatelolco, que proíbe armas nucleares na região, reafirmando o compromisso com a paz.
Visitas Diplomáticas e Acusações
Enquanto isso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rúbio, visitou México e Equador, criticando Maduro e desconsiderando relatórios da ONU que não o vinculam ao narcotráfico. Rúbio afirmou que Maduro é um “traficante de drogas condenado” e um fugitivo da justiça americana. O chanceler venezuelano, Yván Gil, rebateu as acusações, defendendo que a Venezuela combate o narcotráfico de forma eficaz.
A situação na região continua tensa, com a presença militar dos EUA e a mobilização de forças na Venezuela, refletindo um cenário complexo de relações diplomáticas e segurança na América Latina.
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