- O deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, foi preso em uma operação da Polícia Federal.
- A ação resultou na detenção de outras 14 pessoas, incluindo um assessor e um traficante.
- A operação revelou interferência política que levou à retirada da unidade do Batalhão de Choque da Gardênia Azul, no Rio de Janeiro.
- A unidade foi criada em maio de 2023 para combater a violência entre facções criminosas, como a milícia e o Comando Vermelho.
- A prisão preventiva dos detidos foi mantida após audiência de custódia.
Uma operação da Polícia Federal resultou na prisão do deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, e de outras 14 pessoas, incluindo seu assessor e um traficante. A ação, realizada na última quarta-feira, revelou interferência política que levou à retirada da unidade do Batalhão de Choque da Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
A unidade do Batalhão de Choque foi inaugurada em maio de 2023 com o objetivo de combater a violência entre facções criminosas, especialmente a milícia e o Comando Vermelho. A presença do batalhão dificultava as ações do CV na região, segundo o superintendente da Polícia Federal do Rio, Fábio Galvão. Ele destacou que o deputado fez uma ligação ao subsecretário após conversar com um traficante, o que resultou na retirada da unidade.
Além de TH Jóias, foram detidos o assessor Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, conhecido como Dudu, e o traficante Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão. A prisão preventiva dos três foi mantida em audiência de custódia realizada nesta quinta-feira. A operação expôs como criminosos conseguiram se infiltrar na política, o que representa um risco significativo para a segurança pública.
A unidade do Batalhão de Choque, que atuou por mais de um ano, foi transferida para o comando do 18º BPM em junho de 2024. A Polícia Militar afirmou que a mudança foi baseada em questões técnicas e administrativas. Durante sua atuação, a unidade participou de operações importantes, incluindo uma que resultou em um morto e um ferido.
Moradores relataram que, apesar da transferência, a presença policial na comunidade ainda é visível, embora a unidade tenha sido alvo de ataques a tiros. A Polícia Militar ressaltou que a criação da companhia foi uma resposta à violência entre facções e que a segurança dos moradores continua sendo uma prioridade. Até o fechamento desta reportagem, a defesa de TH Jóias não havia se manifestado.
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