- A ocupação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro completou um mês sem punições aos envolvidos.
- O ato foi um protesto contra a prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, considerou suspensões cautelares, mas não obteve apoio suficiente.
- A proposta de alteração do Regimento Interno para punir obstruções físicas permanece parada.
- A discussão sobre a anistia a Bolsonaro foi retomada, com Motta agora aberto a votar propostas relacionadas ao tema.
A ocupação da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completou um mês na sexta-feira (5) sem que houvesse punições aos responsáveis. O ato foi uma forma de protesto contra a prisão domiciliar de Bolsonaro, determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Durante a obstrução, deputados de oposição ao governo Lula impediram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de assumir a presidência da sessão.
Após a ocupação, Motta considerou a possibilidade de suspender cautelarmente os deputados envolvidos, mas não obteve apoio suficiente na Mesa Diretora. As representações disciplinares foram encaminhadas ao corregedor parlamentar, Diego Coronel (PSD-BA), que agora tem um prazo de 45 dias para elaborar pareceres sobre as defesas apresentadas pelos 14 deputados representados. A proposta de alteração do Regimento Interno da Câmara, que visa punir obstruções físicas, permanece parada.
Propostas em Debate
Além disso, a discussão sobre a anistia a Bolsonaro voltou à pauta do Congresso. Motta, que anteriormente se mostrava reticente, agora admite a possibilidade de colocar em votação propostas relacionadas ao tema. Recentemente, textos sugerindo a anistia do ex-presidente em relação a uma eventual condenação no STF começaram a circular. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-SP), se reuniu com Motta para tratar do assunto.
A proposta de resolução que visa alterar o Código de Ética da Câmara, elaborada pelo líder do Republicanos, Gilberto Abramo (MG), ainda não foi colocada em votação. Apesar de ter recebido um requerimento de urgência, a proposta não foi discutida nas reuniões de líderes, levando a críticas sobre a condução do tema por Motta. A situação atual reflete a fragilidade do presidente da Câmara diante das tensões políticas em curso.
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