- Tânia Zapelline Ribeiro, empresária de 60 anos, faleceu em 3 de novembro de 2023, devido a um Acidente Vascular Cerebral (AVC) fulminante.
- Ela ganhou notoriedade após matar seu marido, Silvio Gomes Ribeiro, em legítima defesa em maio de 2019, em Florianópolis.
- Tânia foi absolvida pelo Tribunal do Júri em 2021, mas enfrentou novos julgamentos e foi condenada a oito anos de prisão.
- O Supremo Tribunal Federal (STF) restabeleceu sua absolvição em outubro de 2023, mas Tânia viveu apenas cerca de dois anos em liberdade.
- Sua morte levanta discussões sobre legítima defesa e violência doméstica no Brasil.
A empresária Tânia Zapelline Ribeiro, de 60 anos, faleceu nesta sexta-feira, 3 de novembro de 2023, em decorrência de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) fulminante. Natural de Massaranduba, Santa Catarina, Tânia ganhou notoriedade nacional após o trágico incidente em que matou seu marido, o coronel da reserva da Polícia Militar Silvio Gomes Ribeiro, em maio de 2019, em Florianópolis.
O caso de Tânia foi amplamente discutido, pois ela alegou ter agido em legítima defesa após ser ameaçada pelo marido, que a segurava com uma faca. Durante o julgamento, Tânia relatou que, em um momento de desespero, arremessou um haltere na cabeça do marido, que caiu no chão. Em seguida, ela pegou a faca e feriu Silvio. Em 2021, foi absolvida pelo Tribunal do Júri, mas o Ministério Público recorreu, argumentando que Tânia usou meios cruéis e não deu chance de defesa à vítima.
Após um novo julgamento, Tânia foi condenada a oito anos de prisão. No entanto, sua defesa recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), que restabeleceu a absolvição inicial, reconhecendo a soberania do veredicto do júri. Em outubro de 2023, Tânia foi finalmente absolvida em definitivo, mas sua liberdade durou apenas cerca de dois anos.
Últimos Momentos
A morte de Tânia marca o fim de uma trajetória marcada por conflitos judiciais e um intenso sofrimento pessoal. Após sua absolvição, ela viveu um breve período de liberdade, que foi interrompido pela fatalidade do AVC. O caso continua a levantar discussões sobre legítima defesa e a violência doméstica no Brasil, refletindo a complexidade das relações e das decisões judiciais em situações extremas.
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