- Famílias de reféns do Hamas realizam protestos em Israel no dia 5 de setembro de 2025, marcando 700 dias de cativeiro.
- As manifestações ocorrem em várias cidades, como Tel Aviv e Kiryat Gat, e criticam a ocupação do norte da Faixa de Gaza.
- Os manifestantes homenageiam os 48 reféns ainda em cativeiro e expressam preocupação com sua segurança.
- O Hamas divulgou um vídeo de reféns, aumentando a pressão sobre o governo israelense, que intensificou a ofensiva militar.
- O Exército de Israel alertou que a intensificação da campanha pode aumentar os riscos para os reféns.
As famílias dos reféns mantidos pelo Hamas na Faixa de Gaza realizam protestos em Israel nesta sexta-feira (5), marcando 700 dias de cativeiro. As manifestações, organizadas pelo Fórum das Famílias dos Reféns, ocorrem em várias cidades, incluindo Tel Aviv e Kiryat Gat, e criticam os planos do governo israelense de ocupar o norte do enclave palestino.
Os manifestantes homenageiam os 48 reféns ainda em cativeiro, expressando preocupação com a possibilidade de que eles sejam perdidos nas ruínas de Gaza. Em Tel Aviv, ativistas exibiram uma placa com a palavra SOS e uma ampulheta, simbolizando a urgência da situação. Silvia Cunio, mãe de dois filhos reféns, afirmou que a família sofre devido a uma “política patética” e pediu o fim da guerra.
Vídeos e Pressão
O Hamas divulgou um vídeo de dois reféns, incluindo Guy Gilboa-Dalal, que pede ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que não prossiga com a ofensiva militar. O vídeo, que não pôde ser verificado, foi lançado em um momento crítico, aumentando a pressão sobre o governo israelense.
O Exército de Israel alertou as famílias que a intensificação da campanha militar pode resultar em mais riscos para os reféns. A nova ofensiva contra a Cidade de Gaza, iniciada em 7 de outubro de 2023, já resultou em mais de 64 mil palestinos mortos, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza.
Contexto da Ofensiva
Israel lançou a ofensiva após ataques do Hamas que resultaram em 1,2 mil mortes e 251 reféns. Desde então, acordos de cessar-fogo e trocas de prisioneiros foram tentados, mas a situação permanece tensa. Organizações de direitos humanos e países como a África do Sul denunciaram a ofensiva como genocídio, refletindo a gravidade da crise humanitária na região.
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