- O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Santa Catarina passa por uma rearticulação interna liderada pelos deputados Rafael Pezenti e Antídio Lunelli.
- O objetivo é alinhar o partido a pautas conservadoras e reconectar-se com sua base majoritariamente de direita.
- Enquanto o MDB nacional apoia o governo Lula, em Santa Catarina a sigla faz parte da gestão do governador Jorginho Mello, do PL.
- Pezenti e Lunelli afirmam que o MDB deve refletir os valores conservadores de seus eleitores e resgatar sua identidade.
- O partido busca fortalecer sua presença política, com a expectativa de ter um projeto com candidatura própria nas eleições de 2026.
O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em Santa Catarina passa por uma rearticulação interna liderada pelos deputados Rafael Pezenti e Antídio Lunelli. O objetivo é alinhar a sigla a pautas conservadoras, buscando reconectar o partido com sua base majoritariamente de direita.
Essa movimentação ocorre em um contexto contraditório. Enquanto o MDB nacional faz parte da base do governo Lula, em Santa Catarina a sigla integra a gestão do governador Jorginho Mello, do PL. Pezenti e Lunelli defendem que o MDB deve refletir os valores de seus eleitores, que, segundo eles, são predominantemente conservadores e favoráveis à liberdade econômica.
Pezenti destacou que o MDB catarinense tem uma história rica, mas que nos últimos anos se afastou de suas bases. Ele enfatizou a necessidade de resgatar a identidade do partido, afirmando que “só com identidade o partido vai voltar a ser protagonista”. Lunelli também reconheceu a importância de se posicionar ideologicamente, afirmando que estar no centro não deve significar “ficar em cima do muro”.
Alinhamento com a Direita
O MDB em Santa Catarina, com 182 mil filiados, 70 prefeitos e 745 vereadores, busca fortalecer sua presença política. Pezenti e Lunelli acreditam que o partido deve se alinhar com a maioria conservadora do estado, que anseia por um governo menos inchado e mais próximo dos valores familiares.
O presidente do MDB em SC, Carlos Chiodini, reforçou que a sigla é municipalista e sempre esteve próxima das pessoas. Ele afirmou que o MDB nunca esteve ao lado da esquerda e que a aliança com a direita já é uma realidade na prática, com três secretarias ocupadas por emedebistas na gestão atual.
Futuro do MDB
Lunelli mencionou que o partido deve ter um projeto com candidatura própria e uma identidade clara, embora considere que as eleições de 2026 podem não ser o momento ideal para isso. Ele ressaltou que o MDB deve ser relevante e protagonista na construção de um estado mais livre e próspero.
Pezenti confirmou que ainda não houve diálogo formal com a executiva nacional sobre a rearticulação em Santa Catarina, mas que a iniciativa está sendo observada com respeito. Ele afirmou que o MDB deve abrir espaço para debates internos, buscando uma conexão mais forte com os anseios dos catarinenses.
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