- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, convocou a militância de esquerda a se mobilizar contra um projeto de anistia que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
- A proposta avança na Câmara dos Deputados e pode ser votada em breve, segundo o presidente da casa, Hugo Motta.
- Lula alertou sobre a força da extrema direita no Congresso, com apoio de partidos como PP, União Brasil e Republicanos, além da possibilidade de adesão do PSD.
- O governo liberou R$ 2,2 bilhões em emendas parlamentares para tentar barrar a anistia, especialmente após a saída do União Brasil e do PP da base governista.
- Lula criticou o deputado federal Eduardo Bolsonaro por supostamente articular sanções contra o Brasil nos Estados Unidos, chamando-o de “falso patriota”.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou a militância de esquerda a se mobilizar contra a votação de um projeto de anistia que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A proposta avança na Câmara dos Deputados, com o presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicando que pode ser colocada em votação em breve.
Lula alertou que a extrema direita possui significativa força no Congresso, o que aumenta o risco de aprovação da anistia. Ele destacou que partidos como PP, União Brasil e Republicanos já demonstram apoio à proposta, e o PSD pode se juntar a eles. Durante um encontro em Belo Horizonte, o presidente afirmou que é uma “batalha” que deve ser travada pelo povo, uma vez que a atual composição do Congresso não reflete a vontade da periferia.
Em meio a essa situação, o governo liberou R$ 2,2 bilhões em emendas parlamentares, conhecidas como “emendas PIX”, para tentar conter o avanço da anistia, especialmente após o desembarque do União Brasil e do PP da base governista. Lula também criticou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), chamando-o de “falso patriota” por supostamente estar nos Estados Unidos articulando sanções contra o Brasil para pressionar pela suspensão do julgamento de seu pai.
O presidente reiterou que o governo anterior deixou o país em uma situação crítica, mencionando a destruição de programas sociais e a falta de projetos habitacionais. Lula enfatizou que a luta pela justiça e pela verdade é essencial para o futuro do Brasil.
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