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Lula prepara discurso no Brics para evitar sanções dos EUA e conflitos diplomáticos

Lula evita críticas aos EUA em discurso na cúpula do Brics e foca em multilateralismo e crises globais, enquanto relações permanecem tensas

Presidente Lula durante entrevista à imprensa na cúpula do Brics, no Rio de Janeiro (Foto: Reprodução)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se prepara para um discurso cauteloso na cúpula do Brics, que ocorrerá de forma virtual na manhã de 8 de setembro.
  • Lula evitará críticas diretas aos Estados Unidos, especialmente em relação ao aumento de tarifas sobre produtos brasileiros imposto por Donald Trump.
  • O presidente deve enfatizar a importância do multilateralismo e a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), além de discutir a guerra na Ucrânia e a crise na Faixa de Gaza.
  • A relação com os Estados Unidos permanece congelada, com o sub-secretário de Estado americano, Christopher Landau, indicando que o problema é político.
  • Lula não compareceu a um encontro na China recentemente, enviando seu assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim, em seu lugar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para um discurso cauteloso na cúpula do Brics, marcada para a manhã desta segunda-feira (8). O evento, que ocorrerá de forma virtual, será uma oportunidade para Lula abordar questões globais sem criticar diretamente os Estados Unidos, especialmente em relação ao tarifaço imposto por Donald Trump.

A estratégia de Lula é evitar menções explícitas ao aumento de 50% nas tarifas sobre produtos brasileiros, que Trump considera uma resposta a uma suposta ameaça do Brics ao dólar. O presidente americano já declarou que vê o bloco como uma afronta e condicionou qualquer negociação sobre tarifas à absolvição de Jair Bolsonaro no STF, onde o ex-presidente enfrenta um julgamento por tentativa de golpe.

Durante a cúpula, Lula deve destacar que a situação global se deteriorou desde o último encontro em julho, no Rio de Janeiro. Ele defenderá o multilateralismo e a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), além de abordar a guerra na Ucrânia e a crise na Faixa de Gaza. A conferência COP30, que ocorrerá em Belém em novembro, também será mencionada.

Interlocutores do governo afirmam que a relação com os EUA está congelada. O sub-secretário de Estado americano, Christopher Landau, indicou que o problema é político, reforçando a percepção em Brasília de que não há espaço para negociações. Landau teria mencionado o ministro do STF, Alexandre de Moraes, em uma reunião com empresários, o que evidencia a tensão entre os dois países.

A avaliação interna é de que o presidente irá abordar temas como o tarifaço, mas com cautela, para evitar novas retaliações. O momento político brasileiro também motivou Lula a não ir à China na última semana, enviando o assessor especial para assuntos internacionais, Celso Amorim.

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