- O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou que as Forças Armadas respeitarão a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro.
- Entre os réus estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e cinco militares de alta patente.
- Múcio evitou comentar sobre o projeto de anistia para os condenados, incluindo Bolsonaro, e destacou a importância do diálogo entre os Poderes.
- O planejamento do desfile de 7 de setembro foi discutido, com a participação de cerca de 9.500 pessoas, prometendo ser um evento bonito na Esplanada.
- O ministro também mencionou a mobilização militar na fronteira com a Venezuela, expressando preocupação com as tensões na região, mas afirmando que o Brasil não tomará partido no conflito.
BRASÍLIA – O ministro da Defesa, José Múcio, reafirmou nesta sexta-feira, 5, que as Forças Armadas respeitarão a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento sobre a tentativa de golpe de Estado em 8 de Janeiro. Entre os réus estão o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros cinco militares de alta patente. Múcio destacou que o lema das Forças Armadas é respeitar a Justiça, enfatizando que a questão é de competência judicial e política.
O ministro evitou comentar sobre o projeto de anistia que busca beneficiar os condenados pelos eventos de janeiro, incluindo Bolsonaro. Ele afirmou que a “queda de braço entre Poderes não serve ao País” e que é necessário um diálogo construtivo. As declarações foram feitas após um almoço com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comandantes das Forças Armadas no Palácio da Alvorada.
Mobilização Militar e Desfile
Durante o encontro, também foi discutido o planejamento do desfile de 7 de Setembro, que contará com a participação de cerca de 9.500 pessoas, segundo o comandante do Exército, general Tomás Paiva. Múcio prometeu uma “festa bonita na Esplanada”, seguindo o formato dos anos anteriores. O evento ocorre em meio a manifestações programadas em várias cidades, tanto a favor quanto contra a anistia.
Além disso, Múcio abordou a mobilização militar na fronteira com a Venezuela, destacando que as Forças Armadas já haviam organizado manobras na região. O ministro expressou preocupação com as tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, afirmando que o Brasil não se posicionará ao lado de nenhum dos lados no conflito. Ele comparou a situação a uma “briga de vizinho”, desejando que a situação se resolva pacificamente.
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