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Supremo Tribunal Federal julga ex-ministro Salles por tráfico de madeira

Ricardo Salles se torna réu por contrabando florestal; STF acolhe denúncia da PGR sobre facilitação de crimes ambientais durante sua gestão

Deputado federal Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente, durante evento (Foto: Reprodução)
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  • O ex-ministro do Meio Ambiente e atual deputado federal Ricardo Salles foi tornado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um caso de contrabando florestal.
  • A decisão foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes em 4 de outubro, após denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
  • A PGR alega que Salles facilitou o contrabando de madeira e obstruiu a fiscalização pública durante sua gestão.
  • Investigações indicam que ele formou uma organização criminosa com outras 21 pessoas, colaborando com madeireiras em Altamira, no Pará.
  • O caso pode impactar a política ambiental no Brasil e a credibilidade das instituições responsáveis pela proteção dos recursos naturais.

O ex-ministro do Meio Ambiente e atual deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) foi tornado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um caso de contrabando florestal. A decisão, proferida pelo ministro Alexandre de Moraes em 4 de outubro, acolheu denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alega que Salles facilitou o contrabando de madeira durante sua gestão.

As investigações apontam que Salles, junto a outros 21 acusados, formou uma organização criminosa que atuava em conluio com madeireiras em Altamira (PA). A denúncia destaca que, sob sua gestão, servidores do ministério colaboraram para liberar madeira apreendida, ignorando orientações técnicas do Ibama. O inquérito foi reaberto após um ano e inclui crimes como contrabando e obstrução da fiscalização pública.

Detalhes da Denúncia

O relatório da Justiça Federal revela que a gestão de Salles emitiu documentos que permitiram a exportação de madeira sem a devida autorização. Em 2021, ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal que resultou no afastamento de servidores do Ibama. Salles pediu demissão em meio a essas investigações, classificando as denúncias como absurdas e afirmando que ignoravam provas coletadas pela PF.

A PGR argumentou que a nova jurisprudência do STF justifica o julgamento de Salles na corte, mesmo após seu afastamento do cargo. O ex-ministro, ao ser questionado sobre a decisão, afirmou que não há novidades no processo, que já estava em andamento na primeira instância.

Implicações Legais

O caso de Salles é emblemático, refletindo as tensões entre a proteção ambiental e interesses econômicos. A denúncia inclui a prática de atos normativos que conferiram legalidade a exportações irregulares, evidenciando a fragilidade da fiscalização durante sua gestão. O desdobramento deste processo poderá ter repercussões significativas para a política ambiental no Brasil e para a credibilidade das instituições responsáveis pela proteção dos recursos naturais.

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