- Um acidente no funicular da Glória, em Lisboa, resultou na morte de 16 pessoas e deixou 22 feridos na última quarta-feira.
- As vítimas incluem cinco portugueses, dois sul-coreanos, dois canadenses, um americano, um ucraniano, um alemão e um suíço.
- A principal hipótese para o acidente é a ruptura do cabo de tração, que teria causado uma aceleração excessiva do veículo.
- Quatro investigações estão em andamento, incluindo uma pela Polícia Judicial, que recuperou uma câmera de vídeo do local.
- O prefeito de Lisboa, Carlos Moedas, suspendeu o serviço de outros três funiculares até nova avaliação técnica.
Um grave acidente no funicular da Glória, em Lisboa, resultou na morte de 16 pessoas e deixou 22 feridos na última quarta-feira. O descarrilamento, o mais sério na história dos funiculares da cidade, ocorreu por volta das 18h, quando o veículo descia e colidiu com um edifício após atingir uma curva em alta velocidade.
As vítimas identificadas incluem cinco portugueses, dois sul-coreanos, dois canadenses, um americano, um ucraniano, um alemão e um suíço. Entre os mortos está o guardafrenos André Jorge Gonçalves Marques. Os quatro passageiros portugueses falecidos eram funcionários da Santa Casa da Misericórdia, que utilizavam o funicular após o trabalho. Dos 22 feridos, nove estão em estado grave, com seis deles em unidades de terapia intensiva.
Causas do Acidente
A principal hipótese para o acidente é a ruptura do cabo de tração, que conecta os dois funiculares que operam em sentidos opostos. Isso teria causado uma aceleração excessiva do veículo em descida, levando ao descarrilamento. Apesar de uma inspeção realizada horas antes do acidente, que indicou que o cabo estava em boas condições, o veículo descarrilou.
Quatro investigações estão em andamento. A Polícia Judicial já recuperou uma câmera de vídeo do local, que pode fornecer informações cruciais. Além disso, a Fiscalia Geral da República e a empresa municipal de transportes Carris também estão investigando. Um relatório preliminar deve ser apresentado em 45 dias.
Reações e Medidas
Após o acidente, o prefeito de Lisboa, Carlos Moedas, determinou a suspensão do serviço de outros três funiculares semelhantes até que uma avaliação técnica seja concluída. O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitou o local do acidente e pediu agilidade nas investigações, enfatizando a importância de cuidar dos feridos e honrar as vítimas.
A tragédia gerou uma onda de solidariedade internacional, com mensagens de condolências de líderes de diversos países. A cidade, que recebe cerca de três milhões de passageiros anualmente no funicular da Glória, agora enfrenta um momento de luto e reflexão sobre a segurança de seus sistemas de transporte.
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