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Capitão da PM é acusado de envolvimento em esquema de evasão de divisas em Dubai

Empresário chinês e capitão da PM são investigados por esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas com criptoativos e propinas

Governador Tarcísio de Freitas e o vice-prefeito eleito, coronel Mello Araújo, durante evento da campanha de reeleição de Ricardo Nunes, com o capitão Diogo Cangerana ao centro (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo o empresário chinês Tao Li e o capitão da Polícia Militar de São Paulo, Diogo Costa Cangerana.
  • As atividades ilícitas ocorreram entre 2021 e 2024, enquanto Cangerana atuava como segurança dos governadores Tarcísio de Freitas e Rodrigo Garcia.
  • Cangerana facilitava a lavagem de dinheiro, recebendo propinas e cooptando gerentes de bancos. Documentos apreendidos revelaram uma lista de pagamentos mensais a esses gerentes e policiais.
  • O capitão intermediava contatos entre Tao Li e instituições financeiras, discutindo a abertura de contas com limites de movimentação de até R$ 2 milhões e cobrando R$ 18 mil por serviços de abertura de contas.
  • A investigação também aponta para um possível envolvimento de Cangerana com uma fintech ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), evidenciando a complexidade do esquema.

Um esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo o empresário chinês Tao Li e o capitão da Polícia Militar de São Paulo, Diogo Costa Cangerana, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF). As atividades ilícitas ocorreram entre 2021 e 2024, enquanto Cangerana atuava como segurança dos governadores Tarcísio de Freitas e Rodrigo Garcia.

As investigações revelam que Cangerana facilitava a lavagem de dinheiro e a cooptação de gerentes de bancos, recebendo propinas em troca de serviços. A PF encontrou uma lista de propinas em documentos apreendidos, que indicava pagamentos mensais a gerentes de bancos e policiais. O capitão teria atuado em várias fases do esquema, incluindo a abertura de contas em nome de laranjas e a realização de transações com USDT, uma criptomoeda.

Cangerana também intermediava contatos entre Tao Li e instituições financeiras, prometendo facilidades em contratos de câmbio. Em mensagens trocadas, o capitão discutia a abertura de contas com limites de movimentação diários de até R$ 2 milhões. Além disso, ele cobrava R$ 18 mil por serviços de abertura de contas, com um total de R$ 120 mil a ser recebido por meio de uma empresa de intermediação.

A PF interceptou diálogos que mostram a relação entre Cangerana e Li, incluindo discussões sobre a criação de empresas de fachada e a movimentação de ouro para Dubai. A investigação também aponta para um possível envolvimento de Cangerana com uma fintech ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), evidenciando a complexidade do esquema criminoso.

Cangerana se declarou inocente e não respondeu a solicitações de comentários. A segurança do governador Tarcísio de Freitas é atribuída à Casa Militar, e a assessoria do ex-governador Rodrigo Garcia não se manifestou sobre o caso. As investigações continuam, com a PF buscando desmantelar a rede de crimes financeiros que envolve altos valores e corrupção.

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