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Ex-assessor do STJ é acusado de vazar informações a lobista em sindicância

Assessores do STJ são investigados por corrupção e venda de sentenças após sindicância revelar informações privilegiadas a lobistas

Superior Tribunal de Justiça em Brasília (Foto: Reprodução)
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  • Uma sindicância do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revelou que o assessor Márcio José Toledo Pinto antecipou informações privilegiadas a lobistas.
  • Toledo foi dispensado e está sob investigação da Polícia Federal (PF), que realizou buscas em sua residência e bloqueou bens de até R$ 500 mil.
  • O esquema foi descoberto durante a Operação Sisamnes, que investiga um suposto comércio de sentenças no Judiciário.
  • O assessor é acusado de passar informações a Andreson Gonçalves, preso pela PF, e Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2022.
  • A PF investiga um contrato de R$ 12 milhões entre Zampieri e a Bom Jesus Agropecuária, citada na Operação Faroeste.

Uma sindicância do Superior Tribunal de Justiça (STJ) revelou que o assessor Márcio José Toledo Pinto antecipou informações privilegiadas sobre processos judiciais a lobistas, resultando em sua dispensa e investigações pela Polícia Federal (PF). O esquema foi descoberto em meio à Operação Sisamnes, que investiga um suposto comércio de sentenças no Judiciário.

Toledo, que atuou nos gabinetes das ministras Maria Isabel Gallotti e Fátima Nancy Andrighi, é acusado de ter passado informações a Andreson Gonçalves, preso pela PF, e Roberto Zampieri, assassinado em dezembro de 2022. A ministra Andrighi expressou sua perplexidade diante das denúncias e afirmou que o gabinete está colaborando com as investigações.

A PF realizou buscas na residência de Toledo e bloqueou bens de até R$ 500 mil. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, autorizou as diligências após diálogos entre Gonçalves e Zampieri revelarem a participação de Toledo em movimentações de processos. O relatório da sindicância concluiu que houve, no mínimo, antecipação de informação privilegiada.

Os processos em questão envolvem uma ação de reparação por danos morais contra a Bom Jesus Agropecuária, citada na Operação Faroeste. A empresa, que se diz vítima de extorsão, afirmou confiar na Justiça para o esclarecimento dos fatos. A PF investiga um contrato de R$ 12 milhões entre Zampieri e a empresa, além de outros envolvidos no esquema.

A Operação Sisamnes também mira outros servidores do STJ, incluindo Daimler Alberto de Campos e Rodrigo Falcão de Oliveira Andrade, que foram alvo de diligências. As investigações continuam em busca de esclarecer a extensão do suposto esquema de corrupção no Judiciário.

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