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50 segundos de pânico no funicular da Glória em acidente impressionante

Descarrilamento do funicular da Glória em Lisboa resulta em 16 mortes e 22 feridos, levantando preocupações sobre segurança e manutenção dos transportes.

Foto: Reprodução
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  • Um descarrilamento do funicular da Glória em Lisboa resultou na morte de dezesseis pessoas e ferimentos em vinte e duas, na última quarta-feira.
  • O acidente ocorreu devido à ruptura do cabo que conecta as cabinas do elevador, que tem mais de cento e quarenta anos.
  • O guardafrenos André Marques tentou acionar os freios, mas não conseguiu evitar a colisão com um hotel, que ocorreu a sessenta quilômetros por hora.
  • Entre as vítimas, onze eram turistas estrangeiros, o que gerou preocupações sobre a segurança dos transportes na cidade, que recebe cerca de vinte e nove milhões de visitantes anualmente.
  • O incidente levantou questões sobre a manutenção do sistema de transporte, especialmente após um descarrilamento anterior em dois mil e dezoito, sem vítimas.

Um tragédia abalou Lisboa na última quarta-feira, quando o funicular da Glória descarrilou, resultando na morte de 16 pessoas e deixando 22 feridos. O acidente ocorreu após a ruptura do cabo que conecta as duas cabinas do elevador, um dos mais icônicos da cidade, com mais de 140 anos de história.

André Marques, o guardafrenos responsável, tentou acionar os freios, mas não conseguiu evitar a queda. O funicular desceu a uma velocidade de 60 km/h e colidiu com um hotel, provocando cenas de desespero e caos. Entre os mortos, 11 eram turistas estrangeiros, o que levanta preocupações sobre a segurança dos transportes em Lisboa, que recebe cerca de 29 milhões de visitantes anualmente.

Questões de Manutenção

O acidente reacendeu o debate sobre a manutenção dos sistemas de transporte da cidade. Em 2018, o elevador já havia descarrilado, mas sem vítimas. Especialistas apontam que a fatiga dos materiais e a pressão do turismo podem ter contribuído para o colapso. Carlos Neves, presidente do Colégio de Engenharia Mecânica, destacou que o sistema não foi projetado para suportar o volume atual de passageiros.

A empresa Carris, responsável pelo transporte, subcontratou a manutenção do funicular, o que gerou críticas sobre a falta de transmissão de conhecimento entre os trabalhadores. O presidente da Carris, Pedro de Brito, defendeu os gastos com manutenção, mas a situação é vista com desconfiança após o acidente.

Reações e Homenagens

Após a tragédia, memorial foram improvisados em homenagem às vítimas, com flores e peluches. A cidade, que sempre foi vista como um destino alegre, agora enfrenta um clima de luto. Muitos turistas expressaram receio sobre a segurança dos transportes, enquanto outros afirmam que continuarão a usá-los.

O acidente do funicular da Glória não apenas expôs falhas na segurança, mas também levantou questões sobre a sustentabilidade do turismo em Lisboa. A cidade, que se tornou um dos destinos mais visitados do mundo, agora precisa reavaliar suas prioridades para garantir a segurança de seus cidadãos e visitantes.

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