- Neste domingo, manifestações em várias cidades do Brasil pediram anistia a condenados por atos golpistas, organizadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Os protestos ocorreram na Avenida Paulista, em São Paulo, e na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, participou dos atos e pressionou pela votação da anistia na Câmara dos Deputados.
- O STF iniciou o julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe após as eleições de 2022, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão.
- Movimentos de esquerda também se mobilizaram, realizando protestos contra a anistia e em defesa da democracia, com cerca de 8,8 mil pessoas participando do Grito dos Excluídos em São Paulo.
Neste domingo (7), manifestações em várias cidades do Brasil, organizadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, clamaram por anistia a condenados por atos golpistas. Os protestos ocorreram em locais como a Avenida Paulista em São Paulo e a orla de Copacabana no Rio de Janeiro, com o objetivo de criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) e exigir a liberdade dos réus.
Os atos foram convocados pelo pastor Silas Malafaia e contaram com a presença de figuras políticas, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que pressionou pela votação da anistia na Câmara dos Deputados. Em São Paulo, os manifestantes exibiram uma bandeira gigante dos Estados Unidos e cartazes com mensagens de apoio a Donald Trump, enquanto em Copacabana, a concentração começou antes das 11h, com a execução do Hino Nacional.
Julgamento de Bolsonaro
O STF iniciou o julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus na última terça-feira (2), acusados de tentativa de golpe após as eleições de 2022. Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, pode enfrentar penas de até 43 anos de prisão. A discussão sobre uma possível anistia ganhou força na Câmara, com o Partido Liberal (PL) e o Centrão apoiando a medida. O presidente da Câmara, Hugo Motta, ainda não pautou a votação, mas enfrenta pressão crescente.
Os apoiadores de Bolsonaro pedem que a anistia se aplique não apenas aos condenados pelos eventos de 8 de janeiro, mas também ao ex-presidente e seus aliados. Enquanto isso, o Senado discute uma proposta alternativa que exclui Bolsonaro e propõe a redução das penas sem anulação.
Mobilização da Oposição
Movimentos de esquerda também se mobilizaram neste domingo, realizando protestos em diversas cidades contra a anistia e em defesa da democracia. Em São Paulo, cerca de 8,8 mil pessoas participaram do Grito dos Excluídos, que criticou a possibilidade de anistia e reafirmou o compromisso com a soberania nacional.
A situação política permanece tensa, com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva se opondo a qualquer proposta de anistia. O presidente Lula convocou mobilizações sociais para barrar a medida, enquanto a oposição continua a pressionar por sua aprovação. O desdobramento dos eventos pode impactar o futuro político de Bolsonaro e seus apoiadores.
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