- A Polícia Federal prendeu o delegado Gustavo Stteel na Operação Zargun, realizada em 4 de setembro de 2025.
- Stteel é suspeito de corrupção e violação de sigilo funcional, por repassar informações sigilosas a traficantes do Comando Vermelho.
- A operação resultou em dezoito prisões e vinte e dois mandados de busca e apreensão.
- A investigação começou após mensagens entre o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, e Luiz Eduardo da Cunha Gonçalves, ex-assessor do deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos.
- Stteel já havia sido preso em 2008 por envolvimento em um esquema de adulteração de combustíveis e sua defesa afirma que não há provas concretas contra ele.
A Polícia Federal (PF) prendeu o delegado Gustavo Stteel na Operação Zargun, deflagrada na última quinta-feira, 4 de setembro. Ele é suspeito de corrupção e violação de sigilo funcional, repassando informações sigilosas a traficantes do Comando Vermelho (CV). A operação resultou em 18 prisões e 22 mandados de busca e apreensão.
A investigação começou após uma troca de mensagens entre o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio, e Luiz Eduardo da Cunha Gonçalves, ex-assessor do deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias. Na conversa, Índio solicitou a Dudu que procurasse Stteel para obter informações sobre a prisão de duas mulheres com R$ 449 mil na Rodoviária Novo Rio. As mulheres foram detidas pela PF em 5 de dezembro de 2023.
A PF identificou que a cooptação de agentes públicos pela facção criminosa é uma estratégia recorrente, visando proteger o grupo das ações do Estado. O relatório do Ministério Público Federal (MPF) destaca que Stteel e Dudu trocavam favores ilícitos e planejavam abrir uma sociedade comercial, evidenciando a proximidade entre eles.
Stteel já havia sido preso em 2008 na Operação Resplendor, por integrar uma quadrilha de adulteração de combustíveis. Recentemente, ele ostentava em suas redes sociais bens de luxo, como relógios Rolex. Sua defesa argumenta que não há provas concretas contra ele, afirmando que as informações divulgadas eram públicas e acessíveis a qualquer cidadão.
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